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Por Anderson Moraes e Rubinho Giaquinto. Fotos: Ina Henrique

Presidente Lula,

Foram quase 5 milhões de votos de diferença. Não foi só um número no painel do TSE. Foi um grito ecoando de norte a sul: “NÃO QUEREMOS PERDER DIREITOS!”

O que isso significa na prática?

Significa que o povo brasileiro se recusa a andar para trás. Nós conquistamos, a duras penas, políticas públicas que tiraram o Brasil do mapa da fome e colocaram o filho do pedreiro na universidade. PROUNI, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida. Não são siglas. São a vida de milhões de pessoas. São o diploma na parede, a casa com escritura, o prato cheio.

E a geração que cresceu vendo isso acontecer não aceita regredir.

Eu falo, sobretudo, da juventude.

Essa juventude que foi às ruas e que tantas vezes foi mal compreendida pelo nosso próprio campo quando disse: “eu quero empreender”. Ela não está pedindo para ser explorada. Ela está pedindo autonomia. Ela viu o pai e a mãe sofrendo com chefe que humilha, com assédio moral, com salário que não paga o mês. E encontrou nos aplicativos uma porta de saída da CLT fria e dura.

Essa porta não pode ser fechada com preconceito. Ela precisa ser aberta com direitos.

Cabe ao seu quarto governo, Lula, ter a coragem de sentar com esses jovens, sem arrogância, e dizer: nós vamos regulamentar os aplicativos, mas vamos fazer com vocês, não contra vocês. Nada de jornada de 12 horas sem seguro. Nada de trabalhar doente sem ter a quem recorrer. Nada de morrer no asfalto sem seguridade. É preciso dar as mãos a essa nova classe trabalhadora na luta contra a informalidade, mas ouvindo o seu grito por uma vida melhor, que vai além – e que precisa ir além – do ótimo Bolsa Família.

O seu quarto mandato será o mais difícil e o mais importante: unificar um país ferido, fazer o poder de compra voltar pro bolso do trabalhador e entregar, de verdade, tudo o que foi prometido.

E o que a extrema-direita não calculou, Lula, foi a sua capacidade de mostrar, no momento decisivo, de que lado você está.

Você virou o jogo quando fez disputa ideológica. Quando teve coragem de peitar as BETs que estavam destruindo famílias, quando criou o novo Desenrola e quando estendeu a mão de verdade para o MEI que sustenta esse país.

E você fez o Brasil nadar de braçada quando falou que o Brasil não é quintal de ninguém. Quando, com a autoridade de quem nunca teve medo, pediu para Flávio abrir seus dados, seus sigilos, sua situação bancária. Ali o Brasil entendeu quem tem o que esconder e quem não tem.

Vencemos também as big techs e as tentativas de interferência nos resultados eleitorais. Esse cenário evidencia a necessidade urgente de lutar pela soberania digital do país e pela regulamentação das mídias. Durante seu discurso de vitória, Lula enfatizou o desafio: “Esta foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais. Nós vamos ter que regulá-las”.

Lula, você viu como nunca antes as ruas lotadas. Um exército de gente simples, aguerrida, com esperança nos olhos, pedindo a sua permanência. Comandadas por Janones e por milhares de comunicadores anônimos, as redes que antes eram do ódio foram pintadas de vermelho, de verde e amarelo. As ruas lotaram de gente que até ontem estava em dúvida e resolveu sair de casa. Vi eleitores de 70, 80, 90 anos, de bengala, votando pelos netos e bisnetos.

Você começa o quarto governo com 51,79% dos votos válidos. São 64.256.232 brasileiros e brasileiras que disseram: nós queremos continuar. Queremos políticas públicas, queremos soberania nacional, queremos democracia e queremos Lula comandando um país que não é quintal de ninguém. É um país soberano que escolheu o amor ao invés do ódio da extrema-direita.

A bola agora está com você. O povo fez a parte dele nas ruas.

Viva Lula. Viva o povo brasileiro!

Convidamos ativistas, artistas e educadores a falarem de seus sentimento com a vitória de Lula:

“Como professora, percebo a reeleição do presidente Lula como a possibilidade de dar continuidade ao fortalecimento de políticas públicas educacionais fundamentais para garantir não apenas o acesso, mas também a permanência dos estudantes na escola. Representa, ainda, a esperança de manter aberto o diálogo, valorizar a diversidade como um princípio humano essencial e defender uma educação verdadeiramente libertadora, crítica, inclusiva e comprometida com a transformação social.” – Professora e Advogada Izabel C. Marques é da Educafro

“Esse cenário de mobilização popular e renovação de expectativas deposita sobre os ombros da nova gestão a responsabilidade de consolidar o Brasil como uma potência econômica e socialmente justa. A expressiva votação e o apoio das ruas não são apenas uma vitória eleitoral, mas um mandado claro para que o governo continue inovando nas políticas de inclusão, dialogando com as transformações do mundo do trabalho. Ao resgatar o orgulho nacional e colocar os anseios da juventude e dos trabalhadores no centro do debate, o país reafirma sua soberania e sinaliza que o único caminho viável para o futuro é aquele que combina desenvolvimento com dignidade humana. Mas que Lula e o PT não se iludam. A vitória não é um cheque em branco. O petista perdeu o primeiro turno e seu governo amargou quase que sua totalidade com má avaliação! Conciliação tem limite! Acordou tem limite! Moderação tem limite! Ou a postura do governo muda, ou estaremos todos com ataques de pânico e ansiedade novamente daqui 4 anos. Só que até lá, a extrema direita neonazi-fascista veio pra ficar, mas Lula está de saída! O recado das urnas nos dois turnos foi claríssimo: não basta ser esquerda, tem que parecer que é! Mais Jones Manoel, menos Rui Costa!; Mais Janones, menos Sidônio!” – Clodoaldo Arruda é filósofo e rapper.

“A nossa vitória foi uma resposta direta de que nós não aceitamos ser o quintal de ninguém. Não entregamos e não entregaremos a nossa soberania na mão daqueles que são traidores da pátria. A luta da classe trabalhadora mostrou para eles que as ruas não tem algoritmo. Mesmo com tantas tentativas de golpe a resposta foi direta: Que nunca mais ousem duvidar daqueles que lutam todos os dias pela própria sobrevivência.” – Marcela Jesus é ativista

“A vitória do presidente Lula me encheu de esperança. O medo de ver um representante dessa família no poder era assustador. Ainda estou sob o efeito dessa eleição, que foi uma das mais emocionantes para mim nos últimos tempos. A democracia resistiu – e continuará resistindo sempre!

Chorei, gritei, vivi momentos de angústia, dor e, acima de tudo, muita fé. Foi uma mistura de sentimentos que jamais esquecerei. Hoje, meu coração está cheio de esperança. Que a democracia continue sendo nossa força, nossa voz e nosso caminho.” – Georgelle Patricia Ferreira é Maquiadora

“A vitória do presidente Lula deve significar um avanço importante  na regulação das bigtechs e plataformas digitais. Há ainda os temas que se relacionam de maneira impactante no país, notadamente, a exploração de terras raras – necessárias para a confecção de equipamentos tecnológicos instalados – e a apropriação dessas tecnologias em território nacional. As possibilidades nesse campo são inúmeras e podem garantir que o Brasil atinja a almejada e indispensável soberania digital com a instalação de centros de informações sob gestão e controle público. É essencial que o governo Lula convoque a 2º Conferência Nacional da Comunicação – Confecom. Como na primeira oportunidade e 2ª Confecom tem que reunir a sociedade organizada pelo tema da comunicação para apontar ajustes de regulamentação e controle social aos meios de comunicação e mídias” –  Antonio Marcos Dascanio – Secretário Executivo do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC

“No domingo 25 de agosto me sentir gigante. Como mulher preta, periférica, nordestina que estava sendo atacada todos os dias no período da eleição não tive outra escolha nem opção fui a luta garimpar votos. E sentir mais uma vez a força que temos.”

“Eu vejo que é um governo voltado para os menos favorecidos, entendeu? E para as pessoas que têm consciência e dizem: ‘Eu tenho dois botijões de gás em casa e tenho que torcer para o amigo do lado ter pelo menos um, né? Porque tem gente que quer ter três e quer que o outro do lado se dane e não tenha nenhum’. Então, é esse tipo de mentalidade que esse governo me conquistou, sabe? Me faz torcer por ele, me faz brigar por ele. E agora mais ainda, quando passei a ser testemunha do bem que esse governo faz para as pessoas.” – Carlos Mumu trabalha no comercio e mora em comunidade no RJ

“A vitória do presidente Lula, logo após a assinatura da lei 14.852, o Marco Legal dos Games, significa que podemos pensar os videogames, e o desenvolvimento de jogos, como um setor estratégico para o país. A lei é sofisticada até para padrões internacionais e pode fazer o mercado brasileiro crescer ainda mais, focando não só em exportação. O presidente Lula foi o que mais fez pelos games e pode ampliar apoios no setor. Ano que vem, segundo a secretaria do audiovisual do Minc, entra no ar o Game Brasil, uma espécie de Tela Brasil para o entretenimento eletrônico. Lá, o governo pretende concentrar os jogos brasileiros”. – Pedro Zambarda é jornalista

“Um país que perdeu uma menina de cinco anos com um tiro de fuzil esperava de seu senador, no mínimo, silêncio constrangido. Flávio Bolsonaro escolheu outra coisa: usou o mandato para tentar evitar que o policial acusado de matá-la fosse a júri popular. Ele fala em família, em segurança, em proteger o cidadão de bem. Mas, quando a vítima de era uma criança preta e pobre de Niterói, assinou ao lado de quem a matou. Quem faz isso não pode presidir o Brasil. E o Brasil, desta vez, respondeu.” – Tati Regina Amiel –  Programa FALA AÍ TATI

“No domingo, 25 de agosto, me senti gigante. Como mulher preta, periférica e nordestina, que estava sendo atacada todos os dias no período da eleição, não tive outra escolha nem opção: fui à luta garimpar votos. E senti, mais uma vez, a força que temos.” — Edjane, cozinheira, pernambucana, mãe solteira e lutadora das causas sociais.

“Acredito que a importância de mantermos os projetos sociais e o acesso à  educação superior para os menos favorecidos fizeram com que  Lula ganhasse a eleição.” – Ina Henrique é fotógrafa do Jornal Empoderado

“Que alívio saber que ainda existe luta, resistência e esperança; que ainda há quem escolha a dignidade em vez do ódio, o respeito em vez da intolerância, a humanidade em vez da indiferença. Eu quero que minha filha cresça sabendo que ninguém precisa deixar de ser quem é para merecer respeito, que as diferenças não nos diminuem e que nunca devemos aceitar a crueldade como projeto de país. Viva o povo brasileiro” – Professora e advogada Renata Rosa

“Agora é preciso garantir a governabilidade. Manter a pressão nas ruas e nas redes para que o Lula consiga avançar ainda mais na democratização e independência do nosso país. A vitória foi linda! Foram três semanas em que o povo brasileiro se levantou para impedir o autoritarismo e barrar o trumpismo. Cada uma e cada um de nós que trabalhou incessantemente nestas três semanas merece uma medalha.” – Mariana Moura – “Diretos, Já” e Doutora na área de Energia

“Foi uma vitória épica. Lula cresceu em todos os estados do Brasil, enfrentou as big techs, o governo Trump, as decisões desfavoráveis a ele pela justiça eleitoral e a extrema direita. A mobilização nas redes e ruas foi fundamental e com certeza vão influenciar o próximo governo Lula. O povo mostrou a sua força.” – Jornalista Dri Lorenzo da Revista e TV Fórum

“O que construímos nessa virada do Lula é um case de campanha e mobilização que será estudado pelo mundo todo. A votação foi acima do esperado por todo mundo. Um trabalho de generosidade levando os mais velhos pra votar, caminhando juntos dos indígenas e povos tradicionais, das diferentes religiões.

Além disso, vimos uma nova estética das juventudes na rua: cartazes, faixas, memes, os fandoms, a estética otaku, fantasias de super-heróis.

Nesse período, o Espaço Selva 13 foi o epicentro da mobilização da juventude com Lula. Milhares de pessoas, de todos os cantos da cidade, estiveram com a gente em oficinas, encontros, festas e entrega de materiais. O resultado está nas urnas, nós vencemos!” – Yuri Esteve é Publicitário e Coordenador do Espaço Selva 13

“Assim, ainda no calor do momento, pode ser difícil termos a dimensão histórica da vitória de Lula e deste processo eleitoral como um todo. Antes de saber o resultado, eu já acalmava meu entorno com o seguinte argumento: rua vale mais que gabinete. Nessa campanha, nós recuperamos as ruas, que havíamos perdido para a extrema-direita mais de uma década atrás. E provamos que não existe governo popular sem povo. A única possibilidade de o Lula governar é com gente na rua. Eu inclusive proporia a criação de um Ministério da Mobilização Popular, para institucionalizar a coordenação Janones/povo que alimentou a virada. Esse processo eleitoral ainda provou a inoperância de duas ideias que contaminaram profundamente o Partido dos Trabalhadores nesse último mandato: primeiro, a ideia de que agradar a burguesia por meio de austeridade fiscal, teto de gastos e outras maldades só abre caminho pro crescimento do fascismo; e depois, a ideia de que nada pode ser realizado sem equilíbrio de forças no Legislativo. A corrida pro segundo turno matou e enterrou essas mentiras. E seus defensores precisam necessariamente perder protagonismo. Caso contrário, quem perderá protagonismo será o legado maior dessa campanha: a mobilização do povo. E isso seria decepcionar toda a humanidade. Afinal, nós, povo preto, indígena, pobre, nordestino, LGBTQIAPN+, mulheres, idosos, PCDs e demais minorias que elegeram o Lula, somos, desde ontem, a vanguarda mundial da resistência contra a ideologia predatória, exploratória e supremacista branca que corrói, a partir de Estados Unidos e Israel, o futuro não só da humanidade mas de todas as espécies com as quais compartilhamos o planeta.” – Gabriel Rocha Gaspar – Jornalista

A estrondosa vitória do tetrapresidente, reeleito através da mobilização do povo democrata foi um golpe mortal as aspirações dos fascistas que pretendiam tomar o poder através das urnas. A população levou Lula nos ombros até a vitória e precisará se manter mobilizada para ajuda-lo a enfrentar um Congresso hostil que tentará, de todas as formas, anular as conquistas do povo tão duramente conquistados até aqui…” – Odair Cardoso é aposentado

“Essa vitória de Lula mudou para sempre a política no Brasil. Não foi nenhuma frente ampla de políticos que trouxe os votos dessa conquista, foi o engajamento popular nas ruas e nas redes. É com essa nova base de apoio que ele já percebeu que tem que governar. Que venha um Lula 4 muito mais popular e potente.” – Cantor Leoni

“A vitória do Lula para mim, ela… é extremamente importante porque ela não é uma vitória individual, ela é uma vitória de um coletivo, né? Ela representa a diversidade de grupos, de maiorias minorizadas e de pessoas que estão às margens da sociedade, e que lutam diariamente para serem vistas, ouvidas, lembradas nas políticas públicas e em todas as instâncias da nossa sociedade. Então, a vitória do Lula ela só mostra que a gente vai continuar com a democracia, que a gente vai poder discordar sim, e que a gente vai poder concordar, e que a gente vai poder seguir vivo lutando por tudo aquilo que a gente acredita. É uma vitória que vai muito além de pessoas individualmente falando. Ela é uma vitória pela vida de todas e todos, pelo direito de existir de todas e todos, pelo direito das pessoas serem diferentes e serem respeitadas nas suas diferenças. É uma vitória do povo. E frente a tudo que aconteceu, né? Frente a todas os impedimentos que foram colocados por empresas tão grandes, países grandes… e a gente vencer só mostra que é no coletivo que a gente precisa caminhar. É nesse coletivo que eu quero estar.” – Joyce Dias – Diretora de CEU

“O pleito eleitoral de 2026 mexeu com a emoção do povo e fez ressurgir o trabalho de base, o convencimento um a um, nos uniu novamente em um propósito que era de vencer a extrema direita! A mesma extrema direita que já havia tomado boa parte da América. Idosos, jovens, trabalhadores, estudantes, artistas, intelectuais, aposentados… olharam para uma derrota dolorida no primeiro turno e resolveram ressuscitar o trabalho de base, tão comum no campo progressista. Houve um movimento na luta de buscar voto a voto na política de rua e nisso nós somos craques! Normalmente, o militante do campo progressista é gerado nos movimentos populares aprendendo que política se faz todos os dias e em todos os lugares.” – José Roberto é contador e funcionário público

“A vitória de Lula nas eleições é destacada, em primeiro lugar, pela força da mobilização popular e da classe trabalhadora. Mesmo sem uma orientação partidária centralizada inicial, a ida do povo às ruas no segundo turno foi decisiva para reduzir a abstenção, virar votos e derrotar a extrema-direita.

Em segundo lugar, ressalta-se o papel da nova comunicação política e das redes periféricas, com a atuação de figuras como Janones e mídias alternativas. Essa estratégia conseguiu alcançar a juventude e colocar a campanha de Flávio Bolsonaro na defensiva, expondo propostas de cortes em investimentos públicos e forçando-o a desmentir tais medidas em debates.

Por fim, a eleição é interpretada como uma derrota do imperialismo norte-americano e da interferência de grandes plataformas de redes sociais (como Meta e X). A vitória de Lula atua como um travamento ao avanço da extrema-direita na América Latina, sendo um resultado de impacto internacional que interrompe a onda conservadora na região.” – Professor de jornalismo Dennis de Oliveira

“O que dá para dizer é que nós vencemos com a força do povo, uma vez mais, né? Concorremos contra tudo e contra todos. O candidato que era oponente ao presidente Lula se apresentou ao povo brasileiro como um candidato antissistema, mas foi abraçado pelo sistema e abraçou o sistema. Contou com o apoio internacional do governo norte-americano, das big techs, de parte importante da imprensa brasileira, do sistema financeiro, e não foi capaz de deter a primavera, como disse o presidente Lula. E nós agora vamos iniciar um novo ciclo de prosperidade, de distribuição de riqueza e de diminuição de concentração de renda. Foi uma vitória muito significativa. Concorremos contra tudo e contra todos, contra um candidato que se apresentou como antissistema, mas que na verdade abraçou o sistema e foi abraçado por ele. O povo se organizou, ocupou as ruas e manifestou sua vontade pela permanência do presidente Lula e deu a ele o merecido quarto mandato” – Dr. Marco Aurélio do Grupo Prerrogativas

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