São Paulo – A eleitora Camila Aparecida Gomes de Souza procurou a reportagem do Jornal Empoderado para denunciar que foi impedida de exercer o seu direito ao voto na Escola Estadual Profa. Odette Gowodall Lanzara, localizada na Zona Leste de São Paulo. Ao chegar à sua seção eleitoral, ela foi informada pelos mesários de que seu voto já constava como registrado no sistema e que o comprovante correspondente já havia sido destacado do caderno de votação.

A situação gerou indignação imediata, uma vez que Camila afirma não ter votado anteriormente e questiona como a liberação do terminal ocorreu sem a sua validação biométrica.
Divergência no caderno eleitoral e justificativas
Segundo o relato de Camila, no caderno de votação da seção constavam os nomes de quatro eleitoras chamadas “Camila”. No entanto, apenas o comprovante correspondente ao seu nome estava destacado, enquanto os das demais permaneciam intactos.
Ao ser questionada, a equipe de mesários alegou que o caderno de votação já teria vindo do Cartório Eleitoral com o comprovante destacado. A ocorrência foi registrada em ata na própria seção e a eleitora foi orientada a procurar a Justiça Eleitoral após o pleito para regularizar sua situação.
Tentativa de validação biométrica com dados divergentes
Outro ponto grave relatado ao Jornal Empoderado ocorreu durante o atendimento. O mesário solicitou que Camila registrasse sua biometria no terminal utilizando o título de outra eleitora de mesmo nome. Contudo, a fotografia exibida na tela do sistema pertencia a outra pessoa.
Mesmo diante da divergência evidente na foto, o mesário insistiu no teste biométrico, argumentando que a inconsistência poderia ser apenas um erro de cadastro. Camila recusou-se a realizar a validação com os dados e a foto de terceiros por entender que o procedimento violaria as regras do processo eleitoral.
Sentimento de impotência
A eleitora registrou em vídeo a conversa com os integrantes da mesa receptora e cobra esclarecimentos oficiais dos órgãos competentes para apurar se houve falha humana na identificação ou inconsistência no sistema da urna eletrônica.
Resumindo a frustração com o ocorrido, Camila desabafou à reportagem: “Tiraram o meu poder de voto”.
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