A tese da Polícia Militar é contestada e menor continua preso.
SÃO PAULO — A família de um adolescente de 17 anos apreendido no bairro Cidade Tiradentes, na Zona Leste da capital paulista, contesta a decisão das autoridades policiais e afirma que o jovem é inocente. Ele é acusado de participação no roubo de uma motocicleta, ocorrido no último dia 8 de setembro.
De acordo com os parentes, o jovem — encaminhado à Fundação CASA — não teve envolvimento no crime. A defesa da família mobilizou-se para coletar imagens de circuitos de segurança, registros de conversas em aplicativos e depoimentos de testemunhas para demonstrar que o adolescente não estava no local do assalto.
Cronologia e contradições apontadas pela defesa
A principal linha de contestação apresentada pela família baseia-se em horários gravados por câmeras de monitoramento da região no dia da abordagem:
- 19h10: O jovem é filmado saindo de sua residência.
- 19h17: Imagens mostram o adolescente passando por uma via próxima ao local da ocorrência.
- 19h23: Registros indicam o deslocamento de viaturas policiais em direção ao bairro.
- 19h30: Ocorre a abordagem e a apreensão do jovem.
Segundo a família, o horário exato em que a motocicleta teria sido roubada não consta explicitado na documentação policial no momento da abordagem. Além disso, testemunhas presentes no local relatam que o jovem não tentou fugir ao notar a aproximação das viaturas.
Mensagens e capturas de tela (prints) reunidas pelos parentes apontariam o envolvimento de outros indivíduos no assalto, sem menção ao nome do adolescente.
Perfil do adolescente
Sem passagens anteriores pela polícia ou pelo sistema socioeducativo, o jovem cursa o ensino regular, trabalha e atua como jogador de futebol na categoria de base comunitária.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que devem analisar o material apresentado pela defesa antes de encaminhar o relatório final ao Ministério Público e à Vara da Infância e da Juventude.

“Meu filho Vitor, de 17 anos, foi apreendido e encaminhado para a Fundação CASA após ser acusado de participar do roubo de uma motocicleta. Desde o começo, ele afirma que não participou do roubo.
O que mais revolta nossa família é que existem elementos que levantam muitas dúvidas sobre essa acusação. Temos imagens de câmeras que mostram Vitor saindo de casa às 19h10 e passando pelo local às 19h17. Às 19h23, as imagens mostram a polícia seguindo para aquela região e, por volta das 19h30, acontece a abordagem dele. O horário exato do suposto roubo não foi determinado.
Também existem testemunhas que afirmam que Vitor não correu, além de conversas e prints que apontam outras pessoas como envolvidas no roubo e que não colocam Vitor como participante.
Vitor é um menino de 17 anos, primário, estudava, trabalhava e também é jogador de futebol, tendo seus sonhos e planos para o futuro. Nossa família está sofrendo muito vendo tudo isso acontecer com ele.
Estamos juntando todas as provas para que a Justiça possa analisar os fatos e esclarecer o que realmente aconteceu. Não estamos pedindo privilégios, apenas que todas as provas sejam consideradas e que ele tenha o direito de ser ouvido.” – Claudia, mãe do jovem preso.
DEPOIMENTO DA FAMÍLIA
“Apenas queremos que todas as provas sejam consideradas”
“Meu filho Vitor, de 17 anos, foi apreendido e encaminhado para a Fundação CASA após ser acusado de participar do roubo de uma motocicleta. Desde o começo, ele afirma que é inocente.
O que mais revolta nossa família é que existem elementos que levantam muitas dúvidas sobre essa acusação. Temos imagens de câmeras que mostram a rotina dele naquele dia, além de testemunhas e conversas que apontam outras pessoas como envolvidas e não colocam o Vitor na cena do crime.
O Vitor é um menino primário, estudava, trabalhava e joga futebol, cheio de sonhos e planos para o futuro. Nossa família está sofrendo muito. Estamos juntando todas as provas para que a Justiça possa analisar os fatos e esclarecer o que realmente aconteceu. Não estamos pedindo privilégios, apenas que tudo seja apurado com justiça e que ele tenha o direito de ser ouvido.”
— Claudia, mãe do adolescente.
Aconteceu ato para liberação do jovem preso
B.O

Nota: Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) não havia retornado aos nossos contatos. O espaço segue aberto para manifestação.










