A professora Luane Bento, do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal Fluminense, está a frente da exposição “Personalidades Negras que Você Precisa Conhecer”, em Campos de Goytacazes, com entrada gratuita, de 26 de novembro a 18 de dezembro, com horário de visitação das 13h às 21h.
“A exposição nasceu da vontade de construir ações educativas antirracistas a partir das visualidades, ou seja, contar histórias e resguardar memórias a partir de fotografias e pequenos textos sobre militantes, artistas, profissionais liberais, educadores, comunidades tradicionais religiosas afro que lutam pela pauta da valorização da identidade negra e são agentes na luta contra o racismo”, diz a professora Bento.
A cidade de Campos de Goytacazes tem cerca de meio milhão de habitantes, sendo que 52% da população se autodeclara preta ou parda, no entanto, a representação patrimonial da cidade é branca e colonial.
O calendário municipal da cidade não homenageia as manifestações/expressões culturais afro-brasileiras e os heróis negros e negras que nasceram e viveram na cidade. Não há monumentos pela cidade em que a cultura afro-brasileira e as pessoas negras estejam representadas. Além disso, Campos dos Goytacazes é o oitavo município do estado do Rio de Janeiro que apresenta dados alarmantes sobre violência religiosa ocasionadas pelo racismo religioso.
“Estou como docente efetiva do Departamento de Ciências Sociais da UFF desde novembro do ano passado e atuo com projetos de extensão, ensino e pesquisa voltados para a educação das relações étnico-raciais e história e cultura afro-brasileira e africana”, afirma a professora.
A exposição tem apoio dos estudantes do curso de licenciatura e bacharelado em Ciências Sociais que participam dos projetos de ensino “Aquilombar na formação docente: a escrita de intelectuais negros e indígenas nas Ciências Sociais”; projeto de extensão “Cine Egbé: o cinema negro vai às escolas” e de projeto de iniciação científica “Trajetórias de Vidas e Lutas das Lideranças Negras de Campos dos Goytacazes”.
São homenageadas personalidades campistas do passado e do presente, ou seja, do contexto atual e do período pós-abolição, escravista dentre outros períodos históricos. Pessoas que nasceram, viveram no município e que contribuíram para a construção de políticas públicas, valorização da cultura e identidade negra, luta contra o racismo e discriminação, processo de abolição e resistência a colonização e escravismo. A juventude negra, o movimento hip-hop da cidade, as comunidades religiosas, as lideranças quilombolas, os artistas visuais e tantas outras formas de organização coletiva e individual que lutam ou lutaram por melhores condições de vida para a população negra.
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Organizadores: Luane Bento dos Santos (Profa UFF), Ana Luiza Cruz (UFF), Caio GabrielSoares (UFF), Clarice Chagas (UFF), Douglas Viana (UFF), Helena Conceição (UFF) e Kethellen Sousa (UFF)










