Na última quarta-feira (20), um ato similar ao da semana anterior reuniu estudantes das estaduais em greve (USP, UNESP e UNICAMP) e marchou até o Palácio dos Bandeirantes reinvidicando políticas de permanência efetivas para os estudantes.
Motivados por inúmeros episódios de descaso, como larvas encontradas em refeições dos Restaurantes Universitários (conhecidos como RU’s ou Bandejões), o constante sucateamento dos campi pelo estado, a falta de contratação de professores efetivos deixando inúmeros cursos de graduação sem aulas, a falta de reajuste salarial para os funcionários da universidade, não só os professores e políticas das reitorias que colocam aspectos importantes da vida universitária em risco.

Com o fim do ICMS programado para os próximos anos, o financiamento das universidades entra em risco, pois 9,57% do tributo é repassado às estaduais paulistas (USP, UNESP, UNICAMP, FATEC) para pesquisas, políticas de permanência, reformas, aquisições de equipamento e afins. Houve uma proposta de substituição debatida na Alesp ao fim do ano de 2025, porém sem maiores definições de como será o futuro financeiro das instituições de ensino superior no estado.
Os últimos governos de São Paulo, claramente neoliberais, prezam pelo sucateamento como desculpa para a privatização, e as nossas universidades não estão isentas disso. Seguindo esse plano e com o financiamento futuro incerto, uma proposta de privatização do ensino superior público paulista coloca em risco o acesso à educação por grupos já negligenciados pelo poder público, tornando um espaço que historicamente é elitizado e elitista, mais excludente ainda.
Como é a palavra de ordem, se é grave é greve.











