Na última quinta-feira (28), o governo Trump assinou o documento que enxerga as duas maiores facções do crime organizado do Brasil como Organizações Terroristas Estrangeiras, com vigência a partir do próximo dia 5.
No último mandato, o presidente Donald Trump e Marco Rubio, seu Secretário de Estado, têm sinalizado que voltariam a prestar mais atenção na América Latina, amargando a perda de espaço comercial para a China, que tem intensificado parcerias com os mercados latinoamericanos.
Não conseguindo emplacar seus aliados políticos nos cargos executivos, como a família Bolsonaro no caso brasileiro, resta artimanhas e manobras político militares para concretizar seus planos, como foi o caso de declarar Nicolas Maduro o presidente de uma nação narcoterrorista com o intuito de sequestrá-lo, julgar em Nova Iorque e forçar uma administração ao país que fosse mais alinhada a Washington, violando inúmeras leis do direito internacional.
Agora, visando minar nossa relação de negócios com a China e prospectando nossas terras raras, utiliza da mesma estratégia classificando o maior problema do país em relação ao crime organizado como organizações terroristas estrangeiras, mesmo modus operandi utilizado pelo ex-governador do RJ Cláudio Castro para justificar a chacina mais sangrenta de seu estado no final de 2025, que deixou 121 mortos.
Ao classificar as duas facções como organizações terroristas, os EUA se autorizam a intervir no sistema financeiro brasileiro, em políticas de segurança e até em nossas fronteiras como “mantenedor da paz internacional”.
Décadas atrás, a desculpa para as invasões estadunidenses eram armas de destruição em massa e levar democracia a regimes autoritários, agora, é combate ao narcoterrorismo, como foi com a Venezuela, com a Colômbia de Gustavo Petro na mira, e agora nós, o próximo alvo.










