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Israel bombardeia o Líbano durante pausa na Guerra do Irã: O lucro por trás das cinzas

Vamos analisar histórica e economicamente este momento do planeta


A estratégia de Israel e dos EUA de desorganizar o mundo multipolar e manter instabilidades regionais com fortes consequências globais não é fruto do acaso; ela busca benefícios concretos para uma elite específica. O que o Líbano tem a ver com o Hamas? Israel já declarou vitória sobre a Palestina, então para que tumultuar as duas semanas de cessar-fogo entre Irã e EUA?

Ignoraremos as versões oficiais de Israel que alegam “respostas a ataques do Hezbollah”. A realidade é mais profunda: a Guerra do Irã se inicia justamente durante um ensaio de acordo pacífico entre Washington e Teerã. Ao atacar o Líbano, Israel descumpriu o cessar-fogo em menos de 24 horas. A extrema direita ganha com o caos, e precisamos entender como.

A Resistência ao Mundo Multipolar


O mundo multipolar, civilizado e mediado por instituições horizontais que prestam contas aos princípios iluministas e humanistas, tende a diminuir hegemonias. Ironicamente, esses instrumentos foram criados pelos próprios países hegemônicos para impedir “Terrorismos”, “Holocaustos” e “Piratarias”. O objetivo original era garantir estabilidade e previsibilidade para o investimento estrangeiro.

Uma meta-empresa que planeja bilhões em investimentos não quer correr o risco de estatizações ou mudanças bruscas de regras. Para que a economia fosse globalizada, organizou-se o FMI (Fundo Monetário Internacional). No Brasil, pouco ouvimos falar dele desde que o país quitou sua dívida no Governo Lula 2, mas o FMI continua sendo o guardião do dólar.

No entanto, o mundo sob consensos — mesmo calçando Nike e bebendo Coca-Cola — acabou fragilizando as grandes hegemonias. O surgimento do BRICS PAY, por exemplo, funciona como um “Pix Global” para os países membros, promovendo uma Soberania Financeira que liberta essas economias do sistema SWIFT e, consequentemente, do controle do FMI e do dólar.

Isso significa um isolamento histórico dos EUA. Enquanto a Inglaterra — a “mãe” dos EUA — larga a mão de Trump à medida que ele se distancia do bom senso, nasce um novo polo de poder: EUA & Israel. Um eixo que tenta manter a supremacia bélica ocidental lucrando com a desorganização da civilização.


O Raio-X do Império Trump

As empresas de Donald Trump, reunidas sob a The Trump Organization, atuam em setores estratégicos que se beneficiam diretamente da instabilidade global:

1. Mídia e Tecnologia: O Trump Media & Technology Group (Truth Social) e investimentos de US$ 300 milhões em energia e IA (como a TAE Technologies) visam alimentar os gigantescos data centers das Big Techs. Trump brigou pelo TikTok, pois é um player desse setor. A crise do petróleo, alimentada pela guerra, aumenta a necessidade de investimentos privados em energias alternativas para esses centros de dados.

2. Setor Imobiliário e “Gentrificação do Genocídio”: Além das torres icônicas e hotéis de luxo, Trump não demonstrou pudor ao sugerir a patrocinadores transformar a Palestina arrasada em um resort de luxo. É a especulação imobiliária sobre o solo sagrado e ensanguentado.

3. Licenciamento de Marca: Trump lucra com seu nome, seja em vinhos ou clubes de golfe. Ele ganha quando falam bem e quando falam mal; manter o foco global em sua figura é uma estratégia comercial deliberada.


Netanyahu: O Político dos Bilionários

Diferente de Trump, Benjamin Netanyahu é um político de carreira, mas seu histórico no setor privado revela suas conexões:

Consultoria Estratégica: No Boston Consulting Group (BCG) nos anos 70, tornou-se amigo do Republicano Mitt Romney, aproximando-se da direita americana.

Especulação Imobiliária: Na Rim Industries, aproximou-se de empresários que lucram com “terras arrasadas” — comprar barato no caos para vender caro na “reconstrução”.

O Caso das Ações (Caso 3000): Netanyahu lucrou cerca de 700% com ações da SeaDrift Coke, empresa ligada ao seu primo, o bilionário Nathan Milikowsky. Investimentos que não acompanham a proporcionalidade do mercado, mas que conectam sua fortuna pessoal ao setor siderúrgico e tecnológico.

Conclusão: A Matemática da Dor

Ninguém faz uma guerra por mau humor. Cálculos de ações, oscilações do petróleo e informações privilegiadas orientam os lucros de quem controla a narrativa.

Quando Israel tensiona o Estreito de Ormuz ao atacar o Líbano, poupa Trump do ônus de romper o cessar-fogo e induz a valorização de empresas de energia e defesa. O caos serve para abafar escândalos: param de perguntar sobre a corrupção de Netanyahu, sobre o “Tarifaço” de 2025 que gerou lucros bilionários a especuladores em poucas horas, ou sobre as crises humanitárias na Argentina e nas fronteiras dos EUA. Ainda o caso Epstein, as modelos contra Trump, a invasão da Venezuela, a sabotagem a CUBA, a perseguição do ICE, a inflação e as manifestações anti-Trump deixam de ser a notícia principal do dia.

Resumindo: Matar pobre deixa os bilionários mais ricos. Netanyahu é o presidente dos bilionários( de dois pelo menos), e para os bilionários. Desorganizar Estados-nação e difundir teorias da conspiração faz o povo descrer dos sistemas democráticos e depositar fé no liberalismo radical de extrema direita.
Enquanto isso, o Irã atua como um contrapeso necessário na expansão desenfreada dos “irmãos” Tio Sam e Israel. No xadrez do capital, a paz é o único prejuízo que eles não podem aceitar.

1. Quem era Nathan Milikowsky, primo de primeiro grau de Netanyahu?

Nathan Milikowsky, era um empresário bilionário norte-americano/israelense. Faleceu em 2021. Atuando na área de Siderurgia e Tecnologia, em setores de Startup e investimentos. Bilionários são 0,1% da população mundial e de alguma forma se beneficiam de algumas desgraças humanitárias vendendo reconstrução, tecnologia e serviços a governos. Netanyahu tem dois bilionários no seu coração, o primo americano e o Trump; tudo indica que Trump e Milikowsky nunca foram sócios ou muito próximos, exceto quando estavam financiando a carreira política de Netanyahu que é o elo muito lucrativo para ambos.

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