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Ato em defesa das cotas no Anhembi reúne milhares e conta com a presença de Lula

Por Anderson Moraes e Fotos: Ina Henrique

No último dia 31 de março, o Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, foi palco do “Ato Nacional em Defesa das Políticas de Cotas Raciais e das Ações Afirmativas”. O evento reafirmou a importância das cotas nas universidades públicas em um momento de intensos ataques às políticas voltadas à população negra.

A mobilização, como já acompanhado pelo Jornal Empoderado, é fruto de uma articulação iniciada em fevereiro entre o movimento negro e a Secadi (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão) do Ministério da Educação.

Mobilização e Resistência

Entidades como UNEGRO, UNEAFRO, EDUCAFRO, UBES e MNU, entre outros movimentos sociais, sindicais e estudantis, foram fundamentais para reunir as mais de 20 mil pessoas que ocuparam o Anhembi. Militantes de todo o Brasil viajaram por horas para engrossar o coro contra as investidas da extrema-direita que, desde as gestões de Michel Temer e Jair Bolsonaro, tenta desmantelar o acesso de negros, indígenas e pobres ao ensino superior.

O cenário de alerta é real: em Santa Catarina, a Assembleia Legislativa chegou a aprovar uma lei proibindo cotas raciais em universidades estaduais — medida posteriormente anulada pela Justiça. Ofensivas semelhantes têm surgido em estados como Paraná, Minas Gerais e Espírito Santo.

Presença Institucional e Memória

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana, estiveram presentes, reforçando que esta é uma bandeira histórica do governo e dos movimentos sociais. Durante o ato, lembrou-se também o legado do saudoso Flávio Jorge (Flavinho), expoente histórico nessa luta.

A Invisibilidade na Mídia Hegemônica

Apesar da magnitude do evento, a cobertura dos grandes veículos de comunicação seguiu um roteiro de exclusão. Em artigo publicado na Revista Fórum, o professor e jornalista Dennis de Oliveira denunciou como a mídia hegemônica ignorou o protagonismo do movimento negro no ato.

“A linha preferida pelos veículos da mídia hegemônica foi a mudança no ProUni, o apoio aos cursinhos populares e a despedida de Camilo Santana do MEC […]. A presença de mais de 20 mil pessoas, fruto da mobilização dos movimentos sociais, passou ao largo, tanto que em todas estas matérias sequer há imagens da presença deste público”, destacou Dennis.

(Você pode ler a matéria completa de Dennis de Oliveira clicando aqui).

NOTA

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