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Zona Leste de São Paulo pede fim da violência policial em caminhada na Cidade Tiradentes

Zona leste de São Paulo pede fim da violencia policial

O Jornal Empoderado, através do olhar de sua fotógrafa Ina Henrique, acompanhou o ato “Caminhada Pela Vida dos Jovens e Mulheres da Cidade Tiradentes”, realizado no último dia 7 de maio. A concentração ocorreu na Praça 65, ponto central de uma região que clama por justiça.

Cansados da letalidade que assombra o cotidiano, os manifestantes denunciaram a violência policial e a perda constante de vidas no bairro. A passeata aconteceu em um cenário de escalada da repressão na Zona Leste, que tem vitimado, prioritariamente, jovens e mulheres.

O Caso Thawanna Salmázio

Um dos estopins para a indignação local foi a morte de Thawanna Salmázio, morta pela policial Yasmin Cursino Ferreira no dia 3 de abril. Momentos antes do crime, Thawanna e seu marido, Luciano Gonçalves dos Santos, caminhavam pela rua quando o braço dele tocou acidentalmente o retrovisor de uma viatura em patrulhamento. O episódio trágico é um retrato da fragilidade do direito à vida nas periferias.


Vozes da Resistência

Conversamos com Marisa Feffermann, integrante da Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, que ressaltou a importância política e simbólica da mobilização:

“Neste momento em que o medo perpassa quase todas as relações de quem mora na periferia, e em que o governo de São Paulo reforça este sentimento em todas as suas políticas, a caminhada da Cidade Tiradentes foi um ato de resistência e de coragem. Foi emocionante presenciar crianças, jovens e mulheres andando pelas ruas do território onde vivem, marcando presença e delimitando espaços de pertencimento.”

Marisa destacou ainda a receptividade dos moradores durante o trajeto:

“As ruas são da população; esta apropriação é de suma importância para quem estava ocupando os espaços e para quem passava e recebia a nossa carta. A recepção foi incrível, percebi o quanto as pessoas se sentiram representadas. Mulheres, na sua imensa maioria negras, demonstrando sua força e garra. Nem a presença de policiais fortemente armados silenciou esses gritos, que ecoaram por toda a Cidade Tiradentes. Tenho a certeza de que esta organização fortaleceu os moradores e os movimentos sociais.”

Unidade por Direitos Humanos

O ato contou com a presença de organizações locais, movimentos sociais, coletivos de segurança pública e, principalmente, familiares de vítimas que transformam o luto em luta. A pauta é urgente: o fim de uma escalada de violência que viola direitos humanos fundamentais.

Esta é uma realidade que precisa mudar urgentemente. Como defendemos aqui no Empoderado:

“A POLÍTICA PÚBLICA MAIS IMPORTANTE QUE EXISTE É A PRESERVAÇÃO DE UMA VIDA!”

NOTA

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