FOTO DE CAPA: ‘Na capa, o logo da CIA – Agência Central de Inteligência Americana – com a figura da morte, o “Ceifador”, por trás; fotos da guerra na Ucrânia e fotos das cruzes dos mortos brasileiros na pandemia, para representar também as vítimas da necropolítica de Cláudio Castro em sua megaoperação nas favelas do Rio de Janeiro. Refletimos sobre a hipótese e o risco de essa megaoperação ser de interesse dos Bolsonaro’s e talvez servir à CIA – Central Intelligence Agency. Não teremos foto do governador e, se desse, nem citaríamos o nome dele na matéria. A megaoperação pode ser um fenômeno político-midiático para recuperar o protagonismo nas redes sociais que a extrema direita vinha perdendo após a aproximação de Lula com Trump viralizar na internet. E, neste caso, a tentativa de golpe ainda está em curso, no fogo e nas redes sociais.‘

Quando a Ucrânia quis entrar para a OTAN – Organização (Militar) do Tratado do Atlântico Norte –, chamou isso de liberdade, de soberania e de autonomia dos povos, mesmo infringindo os limites do Pacto de Varsóvia, que determinava que países fronteiriços com a Rússia não poderiam se aliar à OTAN sob pena de serem atacados.
Esta matéria é sobre a tragédia Castro. Mas precisamos observar como o imperialismo norte-americano tem tentado se expandir num mundo e período em que os termos decolonial, autonomia dos povos, soberania e patriotismo fazem sentido e são parte dos ativos de mobilização política. Os EUA lançaram uma nova ofensiva no mundo.
A diferença entre CIA, FBI e ICE
• CIA: focada no exterior, a CIA coleta informações por meio de espionagem, inteligência humana (HUMINT), ciberespionagem e operações secretas.
• FBI: atua como agência de aplicação da lei para a segurança interna.
• ICE: Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, é uma agência federal de aplicação da lei sob o Departamento de Segurança Interna dos EUA.
A semelhança entre essas instituições é a capacidade de realizar políticas de longo prazo para manter a dominância política e econômica dos EUA onde quiserem.
Operação de longo prazo: “Libertar e colonizar”
Ao fornecer uma narrativa de liberdade para Zelensky (Ucrânia), Guaidó (Venezuela), María Corina Machado (Venezuela), Javier Milei (Argentina), Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Brasil), os Estados Unidos conseguem que cidadãos de outros países sejam colonizados por eles mesmos — aumentando a presença política e econômica dos EUA nesses territórios. Tornam os países mais dependentes (ou seja, menos livres) e sob maior influência de decisões políticas dos EUA, seja por aliança, afinidade, lobby, corrupção ou ameaças (ou seja, menos soberanos).
Resumo – Influência Lava Jato
A Operação Lava Jato resultou em benefícios econômicos para os Estados Unidos, principalmente por meio de multas aplicadas a empresas brasileiras listadas na Bolsa de Valores de Nova York e por criar um ambiente que enfraqueceu concorrentes estratégicos dos EUA. Liberou para os cofres norte-americanos multas e acordos bilionários da Petrobras, Odebrecht e Braskem, que, em um acordo global, pagaram uma multa total de US$ 3,5 bilhões. A indústria nacional passou, então, para fundos de investimento americanos — EIG Global Energy Partners, Brookfield, entre outros.

A Consultoria Alvarez & Marsal, é uma empresa americana especializada em reestruturação de empresas, recuperação judicial e gestão de crises, ela recebeu mais de R$ 42,5 milhões dos alvos da Lava Jato e assumiu a gestão de algumas empresas. Depois contrataram Moro quando ele deixou de ser juiz, antes dele ser candidato.
Não se sabe ao certo quanto Deltan Dallagnol e Sérgio Moro receberam ao passar pelas “portas giratórias”, saindo do Judiciário, indo para o setor privado estrangeiro — beneficiado por eles no setor público — e depois indo diretamente defender interesses internacionais no Parlamento brasileiro.
Competência
Ao investir em arte e ciência, os Estados Unidos geram trilhões de dólares com filmes maravilhosos de ficção científica, produzindo excelentes roteiros.

Com a mesma estratégia, construíram as “narrativas patriotas” pelo mundo afora — sempre a favor deles.
No Brasil, fizeram brasileiros desfilarem com as bandeiras dos EUA e de Israel como sinônimo de patriotismo brasileiro.
Bolsonaro nunca negou sua condição de subserviente aos EUA.
O 8 de janeiro foi uma continuação do Capitólio.
A Magnitsky e o tarifaço são uma continuidade da tentativa de golpe de 8 de janeiro — mudar o rumo da política e da justiça pelas armas, pela força ou por intervenção internacional.
Estamos falando de um grupo político que pedia:
• Intervenção militar;
• Intervenção intergaláctica;
• Intervenção federal;
E agora pedem intervenção norte-americana para concluir a tentativa de golpe. Golpe onde: o discurso de “liberdade” se transforma em instrumento de controle. As armas do “patriotismo” se transformam em ferramentas de dominação colonização. E as operações de “segurança” se tornam campos de extermínio, e territórios ocupados por facções aliadas. Raramente melhorias reais para população.
Alguns foragidos da lei, da Extrema Direita, estão nos Estados Unidos. Eduardo Bolsonaro naufragou em todas as suas tentativas de usar os EUA para intimidar e influir no curso da História e evitar a prisão de seu pai e depois, um por um do seu clã criminoso:
- Em julho de 2025, Eduardo Bolsonaro ameaçou publicamente autoridades e membros do Poder Judiciário e da Polícia Federal (PF), inclusive o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Enquanto mais Lula se aproxima do Trump, mais o Bolsonaro se aproxima da prisão, mais o desespero aperta…
Enquanto mais os navios de guerra do EUA se aproximam da Venezuela e da Colômbia, mais Eduardo Bolsonaro pede que esses navios venham para o Brasil para finalizar o Golpe inconcluso.
Após o massacre do Governador do Rio de Janeiro, Eduardo Bolsonaro, sem alma e nem coração, não derramou uma lágrima. Só pediu para apoiar a polícia militar, com argumentos rasos.
O Flávio Bolsonaro comemora cada corpo caído:

Nenhuma operação deste porte no Brasil jamais surtiu efeito positivo na diminuição do tráfico ou da violência.
Se o crime tem drones contra a polícia, “o drone não deve ter sido feito pelo Pedrinho em um laboratório de uma escola pública”. Esse drone veio do mercado da guerra, das sobras de Israel, Ucrânia e Rússia. E o mercado da guerra é uma política de operação de longo prazo.
Cláudio Castro realizou a maior mortandade da história para não resolver nada.
Comemora como número de sucesso recuperar 91 ou 100 fuzis.
Durante a escrita dessa matéria, já eram mais de 120 mortos. Um fuzil vale 1,2 vida. É o preço do governador até agora, sujeito a alteração até o final da semana.
Recentemente, com inteligência da Polícia Federal, foram feitas inúmeras ações perigosas sem dar um tiro — inclusive a captura de dois fugitivos da penitenciária máxima.
Do vizinho miliciano do Bolsonaro, a polícia recuperou 117 fuzis sem dar um tiro na Vivenda da Barra.
Para Castro, um fuzil vale mais que uma vida. E a justiça — julgar, condenar e prender — não vale nada, basta ser suspeito para morrer. E definição de suspeito é o CEP.
Se a polícia e o Estado são para proteger e cuidar do povo, onde ficou o Estado quando a polícia saiu com seus premiados fuzis?
- Para acolher as famílias?
- Para cuidar das vítimas?
- Para recolher os corpos?
- Para enterrar os mortos?
Onde está a segurança e a dignidade dos nossos concidadãos?
Quando Castro decide quem vive e quem morre, praticando necropolítica, incita uma resposta dos criminosos para produzir desordem, promover o caos e desestabilizar o país — no berço do bolsonarismo — para chamar a reação do Comando Vermelho de narcotraficante e justificar um pedido de Cláudio Castro por uma intervenção norte-americana direta dos EUA, onde supostamente dariam abrigo ao clã Bolsonaro.
O ex-governador Witzel, ex-juiz, um dia talvez faça uma delação referente ao muito que sabe.

Nunca saberemos se a CIA – EUA estão coordenando os passos ou não, qual é o tamanho da sua interferência. Os detalhes desta trama que só ficam visíveis depois de algum tempo, quando as consequências já são irreversíveis. — Vendo um juiz trocando a toga vitalícia por um cargo legislativo de curtíssima duração, em uma Ucrânia arrasada, com perda de território e população jovem, cedendo todas as suas terras raras para os EUA, um Zelensky muito enriquecido e o país empobrecido e endividado, sem entrar para a OTAN.
A OTAN é uma aliança político-militar fundada em 1949 com o objetivo principal de garantir a segurança coletiva e a defesa mútua dos países-membros contra ameaças externas. Criada no contexto da Guerra Fria para conter a expansão soviética, a organização continua ativa e composta por países da Europa e da América do Norte. O Pacto de Varsóvia foi uma aliança militar e política de 1955 a 1991, criada pela União Soviética e outros países socialistas do Leste Europeu durante a Guerra Fria, como resposta à formação, expansão e ameaças da OTAN.
A Ucrânia foi usada e devastada pelo mercado da guerra, e o mercador Zelensky, sobre milhares de mortos, mais enriquece do que chora.
O Rio de Janeiro está sendo usado pelo mercado da guerra, e os mercadores Cláudio Castro e Bolsonaro´s tentam lucrar política e financeiramente sobre os corpos de nossos irmãos, sem o devido Estado de Direito. Tiro em civil, gente decapitada, tiro pelas costas — nem na Ucrânia, nem na Palestina, onde a guerra é de um país contra um povo estrangeiro. Aqui é o Estado aniquilando pelas costas o próprio contribuinte e lhe negando todos os direitos depois de receber seu voto.
A OTAN pode ter mudado, ou pode ter tido sempre o mesmo entendimento, de que a melhor vitória numa Guerra é a ampliação de mercados, de drones, fuzis e afins, inclusive.

Em janeiro de 2019, Jair Messias Bolsonaro assumiu a Presidência da República. No dia 7 de abril de 2019, o músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos estava desarmado e foi morto enquanto dirigia seu carro acompanhado de sua família, no Rio de Janeiro. O veículo foi alvejado por mais de 80 dos 257 tiros de fuzil disparados pelo Exército brasileiro sem necessidade, abateram um brasileiro por nada, um eleitor do então ex-Capitão do exército eleito e em exercício, o governo avisava ao que veio.
Antes de Jair Bolsonaro, Michel Temer, fez uma GLO no Rio de Janeiro, uma Intervenção Militar, após a intervenção a criminalidade permaneceu, cresceu, ganhou mais territórios e ficou mais perto do Estado. Durante a gestão do General Braga Neto, seu maior “legado” foi a morte de Marielle Franco e Anderson Torres e a demora para encontrar os responsáveis.
Nada Mudo, sempre foi eleições movidas a sangue e discursos vazios.
Não usei fotos da comunidade. A favela é potência de alegria, de inovação, de arte e de vida, e tem muita coisa para ajudar a desenvolver o Brasil.
Lamento por todas as famílias sem uma megaoperação de acolhimento.
Lamento por todos nós, vítimas dessas imagens e de grupos políticos e necropolíticos.
Meus sentimentos a todas as comunidades do Brasil. Deveríamos estar em luto nacional, nas ruas, em luta para que o nosso Estado nos proteja, nos desenvolva — ao invés de nos matar e nos subdesenvolver.
Meus sentimentos aos policiais mortos, operários dessa guerra, classe trabalhadora. Meus sentimentos pelas mãos sujas de sangue de toda a corporação viva, sinto muito se usassem a inteligência ninguém morreria.










