O Museu das Favelas, em São Paulo, foi palco no último sábado (21) do lançamento da obra “Humanos – Raio X da vida real”. O livro é assinado por Celso Athayde, fundador da CUFA e CEO da Favela Holding, e seu filho Marcus Vinicius Athayde, CEO da CUFA Global e do Instituto Data Favela.
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O evento
O evento reuniu figuras centrais do ecossistema das periferias, como a diretora do museu, Nathalia Cunha, e lideranças da CUFA como Leticia Gabriella (Head Institucional), Orlando Silva (Presidente da unidade Parque Santo Antônio) e Fênix (Presidente da unidade Paraisópolis). Também marcaram presença o vereador Silvinho Leite (União)e diversos moradores e voluntários de comunidades paulistanas.

Durante o encontro, Celso Athayde propôs uma reflexão sobre a evolução das leis brasileiras, citando o impacto da antiga Lei de Tóxicos (6.368/76) e da atual Lei de Drogas (11.343/06) no cotidiano das favelas.
Trajetória e Ressocialização.
A tarde foi marcada por uma intensa troca de saberes. Relatos emocionantes como os de Orlando e Fênix exemplificaram o pilar da ressocialização defendido pela entidade: ambos compartilharam como a CUFA transformou suas trajetórias após anos de envolvimento com o crime, consolidando-os hoje como líderes.

A Gênese de um Visionário
Ao relembrar sua história, Athayde narrou o período em que viveu sob um viaduto em Nilópolis (RJ), dos 6 aos 12 anos. “Minha formação pessoal foi na rua, literalmente”, afirmou. O desejo de romper barreiras o levou de vendedor ambulante ao mercado fonográfico em São Paulo.
Na capital paulista, o contato com William Santiago, da gravadora Zimbabwe Records, foi o divisor de águas. Além de atuar na produção de eventos, Celso contribuiu para a projeção nacional dos Racionais MC’s, grupo que se tornaria o maior expoente do rap brasileiro.comunitários.
A Potência da Favela
Inspirado pela urgência de realizar mudanças práticas, Athayde fundou a CUFA sob o lema de que a favela é uma potência, não uma carência. A escolha do Anu-Preto como símbolo reforça essa filosofia: a ave, muitas vezes associada ao “mau agouro” pelo preconceito, foi ressignificada pela entidade como símbolo de resiliência.
“Se uma pessoa é vista como alguém que não ‘presta’ para a sociedade, na CUFA ela será sempre bem-vinda, desde que queira trabalhar e seguir nossos valores”, pontuou Celso.
O livro “Humanos – Raio X da vida real” condensa essas vivências e propõe um olhar profundo sobre as transformações sociais iniciadas no asfalto e consolidadas no coração das comunidades.
Fotos e texto: Anderson Moraes




Nota: Agradecimento a toda equipe da CUFA em especial a Leticia Gabriella , Samyra Cunha, Carolina Marciale, Geovana Borges, Marcelo Cavanha, além dos autores do livro e o Preto Zezé. Além da equipe que faz a gestão do Museu das Favelas.











Uma resposta
Parabéns pela iniciativa vocês estão fazendo um trabalho sensacional acolhendo muitas famílias eu creio em um mundo diferente eu acredito no amor ao próximo que Deus continue abençoando sempre suas vidas nessa batalha!