No Galpão do Folias está em cartaz SIZWE BANZI ESTÁ MORTO.
Uma peça escrita por Athol Fugard, John Kani e Winston Ntshona em 1972 na África Do Sul pode ser vista no Brasil, em São Paulo, No Galpão do Folias, R. Ana Cintra, 213 – Metrô Santa Cecília, São Paulo – SP, 01201-060, Brasil.

Um homem precisa sobreviver driblando as medidas de um sistema racista que o impede de trabalhar se ele não trabalhar. Precisa da autorização burocrática do sistema branco para ter um trabalho, sua vida e seus sonhos estão sempre com uma barreira de pessoas brancas que não gostam de negros.
Um homem sem trabalho perde a dignidade. E quanto custa essa dignidade, será que vale toda sua identidade, sua existência e sua história?

Quem for ver esse espetáculo raro, uma montagem cuidadosa poderá se surpreender com a simplicidade e excelência da interpretação de Regis e Carlão em cena. Mas, pode também se surpreender com a triste verossimilhança do Brasil de hoje com a África do Sul do Apartheid. O texto, a direção e a interpretação são fidedignas a obra original daquela época, mas tristemente traz dores presentes nas pessoas negras do Brasil, de São Paulo de 2026.
As sequelas da escravidão, do racismo e do Apartheid são cicatrizes mal cicatrizadas. Feridas abertas, semiabertas porque no dia a dia sempre uma nova agressão as mantém latentes, visíveis a olhos nu.
A peça merece ser prestigiada, são raras as produções que trazem uma dramaturgia sul africana para a cena paulista. O fim do Apartheid foi em 1994, 22 anos depois da escrita desse texto, são muitos os motivos para ver o espetáculo escrito durante o conflito racial muito emblemático e duradouro da história. E podemos pensar se um dia o Brasil romperá o seu vício de ser retrogrado, de construir um passado a cada novo passo.
SIZWE BANZI ESTÁ MORTO?
E quem está vivo?
Você?
Tem certeza?
Quanto vale a sua inexistência?
Galpão do Folias – Rua Ana Cintra, 213 – Campos Elíseos
ESTREIA 26 de fevereiro de 2026
Quinta às 20h
Entrada gratuita
70 minutos
14 anos











