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Risco iminente de uma Terceira Guerra Mundial?

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Semana passado os Estados Unidos atacaram uma base da Síria após o governo de Bashar al-Assad ter, supostamente, atacado civis com armas químicas. Este episódio resultou em uma forte ofensiva por parte dos Estados Unidos e trouxe clima de tensão no mundo já que a Síria é aliada da Rússia de Putin. Como se não basta-se as péssimas relações existentes entre Estados Unidos e Rússia, grande parte devido as animosidades do período de Guerra Fria, o ataque americano apenas piorou a situação.

 

 Recém empossado no cargo, o presidente americano Donald Trump não goza de grande popularidade, principalmente por suas desastrosas declarações, muitas de cunho racista, machista e contra estrangeiros. Por mais que os protestos contra Trump tenham diminuído, consideravelmente, o presidente ainda enfrenta desconfianças por grande parte da população americana logo, um ataque militar contra os “inimigos terroristas”, seria visto como forma de unificar a nação sob o comando de Trump. Talvez o ataque a Síria tenha sido apenas o começo de uma nova “Doutrina Bush” (bate primeiro e pergunta depois) já que, aparentemente o próximo alvo já tenha sido escolhido: A Coréia do Norte governada por Kim Jong Un.

 

 Diferentemente do Iraque ou do Afeganistão, Estados enfraquecidos militarmente e sem aliados poderosos, a Coréia do Norte conta com bom arsenal que inclui, além de um exército poderoso, armas nucleares, o que por si já representa grande perigo. Enquanto antigos presidentes americanos resolveram tratar do “problema” Coréia através da diplomacia e dos embargos econômicos, através da OMC, pelo visto, Trump vai ultrapassar essa barreira e, tal qual um Cowboy do Texas,  vai trocar tiros com o comandante coreano. O perigo remete à potência de tais tiros, haja vista o desastre iminente de uma guerra nuclear, tanto para os Estados Unidos, quanto para a Coréia do Norte.

 

Projetando que, de fato os Estados Unidos ataquem a Coréia, inevitavelmente estaremos às portas de um conflito em escala global, vide que por trás dos coreanos temos os chineses e os russos, duas das maiores potências militares do planeta. A Rússia ainda detém o maior arsenal militar da Terra e a China, desde a consolidação da Revolução criada por Mao Tsé Tung, investiu pesado na indústria de armamentos. Outro fator essencial para compreender os riscos de uma interferência na Coréia remete ao Japão e a Coréia do Sul, possíveis alvos de retaliação por parte norte coreana em caso de ataque americano. Sem contar que, economicamente, pra China seria muito vantajosa uma guerra contra os Estados Unidos já que existiria a chance de ultrapassar a economia americana.

 

Existe um risco real de Terceira Guerra Mundial e devemos torcer para que a prudência e o diálogo entrem nas cabeças do fanfarrão Trump e do mimado Kim pois a sobrevivência humana esta em jogo. O mundo não suportaria uma guerra nuclear…

 

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Sobre o Autor

Prof Diogo Dionizio

- Historiador
- Professor de História na Rede Pública de São Paulo (SEE e SME)
- Pedagogo
- Militante da UNEGRO Mogi das Cruzes
- Militante do Coletivo ORUN (Organização e Resistência União Negra)

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