OS VISÍVEIS

“CRIME E CASTIGO – Uma vida para Ródion Raskólnikov”

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Teatro: Projeto Literatura no Palco

 Onde: Teatro da Livraria da Vila – Shopping JK Iguatemi, São Paulo

 Quando: A partir de 9/11, toda quarta-feira, às 20h00, com exceção do dia 30/11.

 Agenda: 9/11, 16/11, 23/11, 7/12 e 14/12

Peça que inaugura o projeto Literatura no Palco, de Luciano Martins Costa e Márcio Ribeiro De Luca.

Monólogo imaginado como sequência do romance escrito por Fiódor Dostoievsky entre 1866 e 1871. Comemora os 150 anos da primeira edição dessa obra clássica.

Aos 60 anos, Ródion Românovitch Raskólnikov faz um retrospecto de sua vida, marcada pelo assassinato de duas mulheres. Após cumprir a pena de oito anos de prisão na Sibéria, ele teve a oportunidade de reconstruir sua história, graças ao amor de Sôfia Semionóvna Marmeládova, carinhosamente chamada de Sônia ou Sonechca. Esse contexto encerra o romance original. O monólogo pretende situar Raskólnikov como homem maduro, trinta após ser libertado.

Quando cometeu o crime, ele era um jovem estudante de Direito em Petersburgo. De temperamento melancólico e irritadiço, ele se vê obrigado a abandonar a escola aos 23 anos por causa da pobreza, e se torna obcecado por uma ideia sobre a relatividade da moral burguesa. Ele quer saber se é “um piolho” ou se pertence àquela casta de humanos aos quais tudo é permitido.

Pensando em resolver seus problemas financeiros, Ródion mata a golpes de machado a velha agiota que explora os pobres da vizinhança. Mas é surpreendido pela meia-irmã de sua vítima, uma boa mulher que também era tiranizada pela velha, e acaba por matá-la também.

Tomado imediatamente de um pesado sentimento de culpa, Raskólnikov começa a sofrer alucinações e surtos de febre, o que acaba chamando a atenção do promotor Porfirii Pietróvitch

A esse drama se junta a situação de sua mãe e de sua irmã, Dúnia, que, vivendo em condições precárias numa aldeia distante, se veem obrigadas a aceitar uma proposta de casamento para a jovem, feita pelo vilão Piotr Petrovitch Lujín.

Enquanto se debate entre a ideia da impunidade e a consciência que o compele a confessar o crime, Raskólnikov precisa lidar com a possibilidade desse casamento, que considera uma verdadeira condenação de sua irmã – uma jovem extremamente bonita, inteligente e honesta.

Ele também se envolve com o ex-funcionário Marmeládov, que perdeu o emprego por causa do alcoolismo e lança na miséria sua própria família, o que leva a jovem Sônia para a prostituição.

Esse enredo denso, que se passa em torno do ano de 1866, carrega muitas questões filosóficas, científicas e religiosas desse tempo pródigo de mudanças, e ainda atuais no século XXI.

O monólogo do “velho” Raskólnikov revisita os eventos de sua juventude, propondo uma reflexão conjunta com o público sobre os dramas intermináveis da modernidade, como a desigualdade social, o esgarçamento moral da sociedade, a falibilidade da justiça, os conflitos ideológicos, a desesperança e os sonhos de redenção.

Ao iniciar essa reflexão, ele confessa: “Aos 23 anos de idade, eu cometi um crime pavoroso”.

A partir daí, intercala descrições das circunstâncias em que vivia, os conflitos que surgem desde sua decisão de cometer o crime até seu arrependimento, ao completar um ano de sua pena de prisão, quando descobre seu amor por Sónia e compreende que por esse amor terá uma chance de regeneração.

Ele irá constantemente refletir sobre a questão que deu origem ao seu drama, ou seja, o direito de tirar a vida de alguém que, na sua opinião, representa um problema para a sociedade. A rigor, temas presentes hoje no debate público, como a pena de morte e a radicalização de conflitos ideológicos, têm a mesma natureza.

O monólogo segue a sequência dos capítulos em que é dividido o romance no qual foi inspirado, em resumos feitos pelo protagonista, sempre acompanhados de reflexões e eventuais convites à participação do público.

O texto foi escrito após longa pesquisa sobre a segunda metade dos século XIX, as relações entre a obra de Dostoiévsky e a filosofia de Nietszche e a música de Tchaikovsky, que acompanha toda a peça.

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O autor:

Luciano Martins Costa, jornalista, consultor e escritor, foi repórter, editor e gestor de importantes publicações brasileiras, ex-professor da FGV, palestrante com experiência internacional, ex-diretor de empresas no setor industrial e de comunicação.

Publicou os livros de ensaio “Escrever com Criatividade”, “O Mal-Estar na Globalização” e “O Diabo na Mídia, além do livro de contos “Histórias sem Salvaguardas” e os romances “As Razões do Lobo”, “Satie” e “Sanctus Cunnus”.

Vencedor do prêmios de poesia Sindiclubes e CAP 2016, finalista do prêmio de poesia da ACESC 2016.

É sócio do CAP, consultor da Diretoria de Sustentabilidade.

Escreveu e dirige a peça.

O ator:

Márcio De Luca, com 40 anos de carreira, teve participações marcantes em grandes clássicos do teatro e na televisão, ao lado de grandes estrelas como Paulo Autran, Marília Pera, Juca de Oliveira e outros. É sócio do CAP e ex-diretor de Esportes.

Peças como ator

Me Segura Senão eu Pulo, de Luis Carlos Cardoso, direção Hugo Coelho – 2014.

Uma Mulher do Outro Mundo, de Noel Coward, com Lucia Verísimo e Adriane Galisteu, direção Alexandre Reineke.- 2011.

Trair e Coçar é Só Começar, de Marcos Caruso, com Denise Fraga, direção Atílio Riccó.

Coriolano, de Shakespeare com Paulo Autran, direção Celso Nunes.

Pato com Laranja, de William Douglas Home, com Paulo Autran e Marilia Pêra, direção Adolfo Celli.

Tartufo, de Moliére com Paulo Autran, direção José Possi Neto.

A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller, com Paulo Autran, direção Flavio Rangel.

No Sex Please, de Brian Cooke, Alister Foot, com Etty Frazer e Francarlos Reis, direçãoo Flavio Rangel.

Ricardo III, de Shakespeare, com Juca de Oliveira, direção Antunes Filho.

Gaiola das Loucas,  de Jean Poiret,  com Jorge Doria e Carvalhinho, direção João Bittencourt.

Lição de Anatomia, de Carlos Mathus, direção Carlos Mathus.

O Terceiro Beijo, de Walcir Carrasco, direção Jacques Lagoa.

Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues, direção Emilio di Biasi.

O Penúltimo Marajá, de minha autoria, com Zaira Bueno, direção Arnaldo Dias.

Black Out,  de Fredereck Knott, com Lucia Veríssimo, John Herbert,  direção Maurice Vaneau.

Alegro Desbum, de Oduvaldo Viana Filho, com Laura Cardoso, direção de Silney Siqueira.

A Morta, de Oswald, de Andrade, direção Emilio di Biasi.

Se Nureiev Pode porque eu não Posso?, de Paulo Hesse e Maria Eugenia de Domenico, direção João Albano.

Felisberto do Café, de Gastão Tojeiro, direção Carlos Alberto Sofredini.

Telenovelas como ator

Dona Xepa, de Agnaldo Silva, TV Globo, direção Herval Rosano.

Sinhazinha Flô, de Lafayete Galvão., TV Globo, direção Herval Rosano.

Pecado de Amor, de Henrique Lobo, SBT, direção Anonino Seabra.

Filhas do Silêncio, baseada na radionovela de Nara Navalho, adaptação Jaime Camargo e Marcos Caruso, TV Bandeirantes, direção Anonino Seabra.

Os Imigrantes, de Benedito Rui Barbosa, TV Bandeirantes, direção Atílio Ricco e Henrique Martins.

Prima Belinha (minisérie) TV Cultura, de Ribeiro Couto, adaptação Enio Gonçalves, com Solange Theodoro, Marcio De Luca, Beatriz Segal , Sadi Cabral, Adilson Barros, Sergio Mamberti e Marcos Caruso, direção Sergio Brito.

CARLA LEONI – Direção

Formada em cinema pela faculdade Armando Álvares Penteado e pós-graduada em Roteiro para cinema e televisão pela mesma instituição.

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Peça “Infância Roubada”(2015) – Dramaturga e Assistente de direção;

Peça “Somos todos meninos perdidos”(2015) – Dramaturga;

Peça “Me segura, Senão eu pulo!”(2014) – Assistente de direção e sonoplasta.

PRÊMIOS E TRABALHOS

Semifinalista no concurso NETLAB 2014, com o projeto “Meu primo é um E.T.”;

Direção e Roteiro do Curta-Metragem “Entre Latinhas”, 2013, Vencedor do 2o Festival Educa Claquete Ação e selecionado para os festivais: Biobio Cine (Chile), Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, Festival Latino-Americano de São Paulo, Mostra de cine centro e ibero americano (Nicarágua), Mostra de Cinema de Cambuquira, 6o FESTin (Portugal), 2o Festival Play (Portugal), 5 o Siliguri short and Documentary festival (Índia) e 18º Festival de Cine de Lima e 9º Mostra Miragem, entre outros;

Vencedora de melhor roteiro no festival FRAPA (2014), com o roteiro do curta-metragem de terror “Candice”;

Melhor Roteiro no concurso nacional Filma Brasil 2 com o curta “Entre Latinhas”,(2013);

Melhor vídeo no concurso Pipoca- Prevenção de cara nova, “Com camisinha, tá valendo “ (2012);

Premio de melhor curta-metragem universitário no festival do minuto 2011. “Cadeia Alimentar”.

 

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