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Historiador lança livro sobre a trajetória do Funk Santista

Obra independente de Diego Turato resgata a história do funk em Santos, suas origens, pioneiros e impacto educacional e cultural no país

O historiador Diego Turato lança o livro História do Funk Santista: a arte santista como protagonista no Brasil e no Estado de São Paulo. A obra apresenta um panorama do surgimento do funk no Brasil, resgatando suas raízes no Rio de Janeiro, entre o final dos anos 1980 e início dos anos 1990, e estabelecendo paralelos com o movimento em Santos. O livro relembra o início da cena santista, com seus primeiros artistas, bailes e rádios que abriram espaço para o gênero na região.

O título também destaca o protagonismo dos MCs de Santos no cenário nacional, além do pioneirismo do município e da Baixada Santista na expansão do funk pela capital e pelo Estado de São Paulo. A publicação valoriza a memória cultural da cidade, mostrando como artistas locais tiveram papel essencial na consolidação do “pancadão” nas periferias e comunidades mais simples.

O livro é independente e foi desenvolvido com o apoio do edital Aldir Blanc. Segundo Diego, o interesse pela pesquisa surgiu de uma trajetória pessoal ligada à arte periférica e à educação. “Há alguns anos pesquiso sobre arte periférica, fiz meu mestrado pesquisando Racionais MCs, além de ter vivido minha adolescência e pré-adolescência ouvindo funk, daí surgiu o interesse pela pesquisa”, explica ao Jornal Empoderado.

O processo de escrita e a motivação

Diego conta que o projeto nasceu como uma pesquisa pessoal e só mais tarde tomou forma de livro. “Comecei a levantar as bibliografias entre os últimos meses de 2023, porém era pesquisa pessoal, não tinha certeza sobre publicação. Eu não contei o tempo, mas foram vários meses. Agora o que me motivou foi a educação, o interesse na arte, na cultura. Funk é arte, é cultura, e o desdobramento é educação.

Diego Turato, autor de História do Funk Santista.

Para Diego, o funk do litoral paulista é um movimento marcante no país. “O funk santista e de todo o litoral é marcante no país. Músicas dos MCs Bola, Careca, Duda do Marapé, Felipe Boladão, Neguinho do Kaxeta, Primo e outras e outros são tocadas em todo o país, algumas são hinos. O livro também fala do pioneirismo de Jorginho e Daniel, Tim e Dedesso, do sucesso de Souza e Valdir, Danilo e Fabinho e etc.

O autor também destaca que o livro traz entrevistas inéditas com nomes importantes da cena. “Os pioneiros Jorginho e Daniel e MC Thim (da dupla com Dedesso) foram entrevistados. Sou historiador, e considero importante o fundamento teórico.”

Além disso, Diego vê o livro como uma ferramenta de aprendizado. “O livro tem um papel pedagógico, na questão da história da arte, da cultura e do funk. É um conteúdo educacional, sou da educação e me preocupo com isso, e o livro tem um papel pedagógico.”

Onde encontrar

O livro História do funk santista: a arte santista como protagonista no Brasil e no Estado de São Paulo pode ser adquirido na livraria Martins Fontes, em Santos (SP). O e-book é enviado diretamente pelo autor através do Instagram @diego_turato.

Na introdução da obra, Diego apresenta a cidade de Santos como um espaço fértil para a cultura e as artes, onde o funk encontrou terreno para crescer:

“Cidade de Santos e o litoral paulista são, de certa forma, um celeiro de artistas. A região abriga talentos reconhecidos nacionalmente há muitos anos, desde o teatro até gêneros musicais como o rock, o pagode e o samba. Esse ambiente fértil para a cultura não passou despercebido no início dos anos 1990, quando o funk surgiu nas comunidades do Rio de Janeiro. Rapidamente, o ritmo carioca chegou à Baixada Santista, marcando o pioneirismo do funk no estado de São Paulo, já que os primeiros MCs paulistas viviam em Santos (SP).”

Com sua escrita, Diego Turato reafirma o valor histórico e educativo do funk como expressão cultural das periferias: um movimento que nasceu das quebradas e transformou-se em parte essencial da identidade musical brasileira.

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