Ela que, do alto dos seus 70 anos, já superou uma ditadura e o horror de uma prisão política nos anos de chumbo. Fundou Geledés – Instituto da Mulher Negra, ao lado de Sueli Carneiro, e fez parte ativa da luta pela reconstrução de uma democracia ainda inconclusa no Brasil. Comunicadora social, esteve presente e atuante nos principais processos de incidência internacional levando a perspectiva de gênero e raça. Desde 1998 se dedica a processos de formação e capacitação de mulheres negras.
Ajudou a eleger a primeira mulher presidenta deste país, mas esteve também na linha de frente da formatação da Carta das Mulheres Negras Brasileiras, apresentada à Dilma Rousseff para reafirmar que até sob um governo progressista o genocídio do povo negro não deu trégua, o encarceramento de homens e mulheres negras cresceu e a luta por reparação histórica seguiu sendo uma urgência.
Na luta contra o golpe que se abateu sobre o país em 2016 e derivou num governo de caráter fascista, Nilza enfrentou também o golpe da covid-19 e VENCEU mais essa batalha! Não à toa que traz uma tatuagem que anuncia sua essência. “resiliência”, substantivo feminino que tem como significado mais profundo a capacidade de seguir lutando mesmo diante de tantos desafios.
É uma honra para todas nós caminhar ao seu lado e marchar por nós, por todas nós, contra o machismo e o racismo, e pelo Bem Viver!