Prefeito Ricardo Nunes (MDB) não compareceu ao evento deste ano
O Jornal Empoderado recebeu denúncias graves sobre a organização da “5ª Expo Internacional Dia da Consciência Negra Afrofuturismo da Cidade de São Paulo”, realizada nos dias 19 e 20 de novembro no Centro Cultural São Paulo (CCSP).
O evento, que contou com a presença de figuras como José Vicente da Faculdade Zumbi dos Palmares, parlamentares, intelectuais e artistas renomados, é criticado por ter tratado com desrespeito e oferecido estruturas precárias aos empreendedores que participaram de uma roda de conversa.
Condições “Humilhantes” para Empreendedores
Segundo os relatos enviados para o Jornal Empoderado, enquanto as atividades do andar superior do CCSP transcorriam em boas condições, os profissionais menos conhecidos do grande público foram submetidos a um bate-papo em condições consideradas “humilhantes” por uma das participantes. As denuncias:
1. Conflito por Local e Desorganização
- Subsolo Rejeitado: Na véspera do evento, os expositores descobriram que o local designado era o subsolo (sem ventilação/segurança). Após forte pressão e ameaça de desistência, a responsável Daiane Lima cedeu e transferiu o evento para o primeiro andar.
- Prejuízo e Condições: O público prometido (5.000 pessoas) não compareceu (nem um terço). Expositores de alimentação ficaram sem segurança em uma rampa externa e tiveram prejuízo total. Os banheiros não tinham condições de uso.
2. Informações Privilegiadas e Descaso
- Alerta Interno: Expositores que conhecem funcionários da Prefeitura foram alertados de que a organização (Secretaria de Direitos Humanos) não havia feito nada para o evento ou divulgação. Eles foram aconselhados a levar pouca mercadoria, evitando prejuízo.
- Perda para os Desinformados: Expositores sem contato interno levaram grandes quantidades, tiveram poucas vendas e tiveram que pagar transporte caro para levar e trazer a mercadoria de volta, devido à falta de público.
- Comportamento da Organização: Uma das organizadoras foi grosseira e mal-educada com vários expositores, eximindo-se de responsabilidade (“eu não tenho nada a ver com isso”).
3. Montagem Caótica:
- A montagem não teve lugares pré-determinados; foi informado que os particpantes escolhessem mandou “escolher o lugar”. Quem chegou primeiro na terça-feira pegou os melhores locais; quem chegou na quarta-feira ficou em locais ruins ou na biblioteca, na parte de baixo, com pouco público. Os participantes tiveram que se sentar em cadeiras de praia.
“Os (as) empreendedores fizeram o bate-papo em condições precárias, ou como disse uma participante: ‘de forma humilhante'”, destacou a denúncia. Outros relatos:
“O evento tem um significado importante para a comunidade negra, tanto em termos de consumo e compras quanto na representatividade. Porém, para um evento dessa magnitude, o espaço poderia estar em melhores condições de organização. Fomos tratados com descuido, desde a escolha dos lugares até a distribuição dos espaços, além da falta de cuidado ao pensar nas atrações e nos palestrantes. Sendo o tema Afrofuturismo na feira, deixaram muito a desejar: não houve atrações nem pautas afrofuturistas que o movimento e os pensadores trazem para essa cena.”



Muitas reclamações nas redes de quem já foi em eventos anteriores
Contraste com Edições Anteriores e Mudanças na Organização
Os participantes ressaltaram que o tratamento desta edição contrasta negativamente com o das anteriores, que ocorreram em locais como o Anhembi e o Memorial da América Latina, e foram marcadas pelo respeito e boa estrutura.
Outra reclamação levantada é a de que mulheres negras foram retiradas da organização do evento, sendo substituídas por mulheres brancas.

Nota da Prefeitura de São Paulo
A 5ª Expo Internacional Dia da Consciência Negra, promovida pela Prefeitura de São Paulo, ocorreu no Centro Cultural São Paulo (CCSP), equipamento histórico e de grande relevância para a cidade. A mudança de local foi construída em diálogo com os empreendedores negros e alinhada à proposta orçamentária e ao edital publicado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), em parceria com a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC).
Todos os participantes foram atendidos conforme os critérios estabelecidos, garantindo oportunidades de comercialização de produtos e serviços, além de articulação profissional (networking) e divulgação de suas marcas nas redes sociais.
Quanto à menção de que não houve fornecimento de água, essa informação não procede. O edital de chamamento do Programa SP Afroempreendedor, destinado à seleção e curadoria dos empreendedores participantes, estabeleceu claramente no item 4 (Observações Importantes): Despesas de transporte, alimentação e bebida serão por conta do(a) próprio(a) empreendedor(a). Além disso, o Centro Cultural São Paulo dispõe de bebedouros de uso público e havia oferta de água à venda pelos empreendedores da área de gastronomia. Como medida adicional, a produção da 5ª Expo realizou a distribuição de copos de água a todos os expositores, reforçando o suporte aos afroempreendedores presentes.
A roda de conversa sobre saúde da população negra estava originalmente programada para ocorrer na Sala Paulo Emílio, uma das salas de cinema do Centro Cultural São Paulo. Entretanto, atendendo a uma solicitação técnica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que buscava maior proximidade com o fluxo de visitantes, foram realizados ajustes na organização. Uma mesa foi instalada no espaço de convivência do CCSP para a oferta de kits e a realização de testes de saúde, enquanto a roda de conversa foi transferida para a área de exposições, próxima ao Jardim Sul do Centro Cultural São Paulo. A mudança visou ampliar a interação com o público e facilitar o acesso às ações de saúde.
atenciosamente,










