Foto: fonte Banco da saúde
A depressão é uma doença psiquiátrica capaz de causar inúmeros sintomas psicológicos e físicos. Hoje a depressão é objeto de estudo e motivo de preocupação da comunidade médica que cuida da saúde mental em todo o mundo. Por isso a importância de obter informações sobre uma doença silenciosa porém fatal .
Nas mulheres, a depressão é duas vezes maior, segundo a Organização Mundial de Saúde: até 25 % por cento das mulheres já apresentaram algum tipo de depressão em sua vida. Tudo isso por conta da cobrança social dos estereótipos feitos em cima da mulher. Entre outros fatores como depressão pós-parto, TPM que não é depressão, mas causa alterações fortes no humor, distúrbios alimentares como anorexia e bulimia que também podem causar depressão. Os hormônios são em grande parte culpados pela depressão nas mulheres – estrógeno e progesteronas causam um grande efeito no humor feminino, o uso de pílulas contraceptivas cuja atividade altera os níveis de hormônios podem sim levar a depressão.
Os sintomas da depressão além da tristeza são: problemas digestivos, dor de cabeça, distúrbio do sono ou dorme demais ou não consegue dormir, tensão na nuca e nos ombros, cansaço ou fadiga, dores no corpo e imunidade baixa.
Não existe uma maneira de prevenir a depressão, por que em alguns casos ela é hereditária, segundo um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Stanford em conjunto com a área de neurociências de uma indústria farmacêutica que durante 23 anos estudou um grupo de 424 pais deprimidos e 143 filhos. A conclusão foi a certeza que existe um componente genético na ocorrência da depressão. Em entrevista à Revista Saúde, o professor titular do departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo ressalta que “Os dados demonstram, portanto, não só a existência de um componente genético, mas a influência e o peso do convívio com pais depressivos”,
Existem várias maneiras de tratar a depressão: escolher um estilo de vida saudável, mudança de alimentação, trabalhos que ocupem a mente, exercícios físicos e acompanhamento psicológico. As mulheres podem buscar ajuda, não só de alguém da área da saúde mental , mas de um ginecologista , pois o ginecologista é especialista em saúde da mulher e pode ajudar na questão hormonal ajudando a controlar seus efeitos.
Infelizmente, é uma doença que não tem cura, tem apenas o tratamento, que deverá ser feito por toda vida, para que não haja mais, ou diminua os episódios de crises. Falar sobre isso pode ajudar a conviver com uma doença de uma forma menos dolorosa. Conviver com a depressão não é fácil, mas é possível com apoio de familiares e amigos, e principalmente vontade de vencer.
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