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“Dar voz aos invisíveis e deixar que eles e elas contem suas histórias” é lema do Jornal Empoderado

 

O Jornal Empoderado é um portal de mídia negra colaborativo e independente que nasceu em agosto de 2016 e veicula informações de interesse público para a comunidade negra brasileira, entre outros grupos periféricos. O veículo divide-se em seis editorias: “Política”, “Esportes”, “Entrevistas”, “Entretenimento”, “Agenda Cultural” e “Editorial”. O site recebe conteúdo pelo menos uma vez ao dia e até dez matérias por semana. A pauta para o portal pode ser qualquer uma, como por exemplo mundo nerd, eventos, dicas de bem estar, falecimento de personalidades, atos e casos de racismo, entre outras. As pautas são decididas em reuniões virtuais e algumas presenciais.

Segundo o fundador do Jornal Empoderado, Anderson Moraes, o site conta com uma equipe plural, sendo assim, nem todos os colaboradores são negros, mas, segundo ele, entendem a importância da linha editorial do veículo e promovem uma troca positiva para ambos os lados. Ainda de acordo com ele, o público é composto majoritariamente por pessoas periféricas, sendo maioria negra.

O portal é proveniente de um jornal impresso que circulou na região central de São Paulo, com periodicidade mensal. Ele era distribuídos gratuitamente em bancas, entidades e estabelecimentos, e tinha tiragem de 5.000 exemplares. A ideia foi inviabilizada após quatro edições por questões financeiras. A meta, segundo Anderson, é voltar com esse sistema, além de aumentar engajamento nas redes sociais Facebook e Instagram.

Atualmente as formas de interação com o público, além do site, são: Facebook, onde veicula as matérias produzidas para o site, fotos e vídeos dos eventos, além de outros posts que dizem respeito à comunidade negra; e Instagram, onde publica fotos das coberturas realizadas, banners de eventos, provocações, curiosidades e vídeos.

O projeto conta com diversos colaboradores voluntários, que juntos, já cobriram mais de 100 eventos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, além de países como Portugal e Angola. Anderson explica que o site não trabalha apenas com recorte racial e que os colaboradores, negros ou não, são incentivados a cobrirem eventos ou escreverem matérias de acordo com suas preferências e conhecimentos, e dá o exemplo de pessoas negras falando de Mundo Nerd, abordando esportes, entre outros.

Vaquinhas online são realizadas para manter o funcionamento do veículo, e o fundador espera conseguir aprovação em editais ou ter patrocínio para continuar executando o trabalho de dar voz para as pessoas contarem sua própria história.

NOTA

Não deixe de curtir nossas mídias sociais. Fortaleça a mídia negra e periférica

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Respostas de 2

  1. Eu sempre pensei de que maneira poderíamos, nós, os filhos, agradecer os pais que Deus nos deu. E, posto que sou humana, sou falha, confesso: muitas vezes tive raiva por não pode dar o mundo em matéria aos nossos pais. Quis Deus que nosso presente fosse muito mais precioso. Somos o espelho dos nossos pais: educação e cultura. Isso, Deus e nosso pais nos deram e, ninguém, fazendo a força que quiser, vai tirar.

    Parabéns! Se sua militância é, assim como a minha, por meio do conhecimento. Nada mais justo que seu trabalho reverberar conhecimento!

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