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NA BIENAL DO LIVRO, LITERATURA NEGRA, INDÍGENA E INDEPENDENTE BRILHA COM FORÇA E ANCESTRALIDADE

São Paulo, setembro de 2026 — A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi palco de um dos trabalhos mais impactantes e movimentados do evento: o estande da Flink Sampa / Universidade Zumbi dos Palmares, a escritora Maria Aline Soares foi a coordenadora e fez a curadoria de cinquenta autores independentes e outras vozes potentes da literatura brasileira com bastante literatura negra, indígena e atípica uma verdadeira educação literária multicultural.


E por falar nisso a educadora e primeira brasileira indicada ao Prêmio NAME de Literatura Infantil Multicultural, que em novembro seguirá para Las Vegas, nos Estados Unidos, para representar o Brasil no Congresso Internacional NAME de Educação Multicultural.

Foi ali, nesse espaço, que virou referência, que a produção independente mostrou sua força e foi justamente essa a maior conquista para Aline: “A melhor coisa que me aconteceu foi poder mostrar ao mundo o talento que existe na nossa produção independente, feita de luta, de amor e de resistência”, afirma. O estande foi um dos mais procurados, com fluxo constante, muita visita, elogios e trocas profundas, reunindo público, educadores, pesquisadores e leitores de todas as idades.

A programação foi riquíssima, reunindo nomes e projetos que carregam identidade e memória. Na ocasião do lançamento de Camila Moura uma das escritoras do livro de Quebrando Limites : Mulheres Negras e o poder de avançar vol.2, a cantora e referência do samba Nono do Salgueiro cantou sambas antigos, trazendo toda a tradição e a raiz para dentro da feira. Estiveram presentes também integrantes do Coletivo Flores de Baobá, com autoras como Esmeralda Ribeiro, Samira Calais, Catita e Cláudia Walleska, Benedita Lopes,Joice Aziza, Mari Vieira, além de lançamentos marcantes como a obra de Nivaldo Brito, Pastora Carla Montebeler, Bel Carvalho, Rachel Quintiliano, Tamis Ferreira, Dricka Barros entre tantos outros que levaram suas histórias para o público.

A arte e a ancestralidade também ocuparam cada detalhe: Silvânia de Jesus levou para o espaço o mapa do continente africano todo bordado à mão, um trabalho único e cheio de sentido, além de cantar, apresentar seu livro e compartilhar sua atuação dedicada à valorização dos saberes e dos povos originários. Já veio de outro estado para somar Martha de Lima é pedagoga, além de escritora, editora e radialista; sua editora se chama Saberes da Mataque trouxe a literatura indígena, trazendo ainda mais diversidade e voz para o nosso povo. Arthur Barros recordista brasileiro o mais jovem autor autista a publicar no Brasil também esteve abrilhantando o estande.

Quem acompanhou o espaço todos os dias, recebendo cada pessoa com carinho, atenção e dedicação, foi a própria Maria Aline Soares, ao lado de Rosy Silva, sua parceira de jornada. E foi ali, vendo chegar amigos, leitores e pessoas que caminham com ela desde o começo.“Estiveram comigo desde quando eu trabalhava como faxineira, e continuam aqui ao meu lado agora que sou escritora. Isso não tem preço — é essa força que me faz seguir adiante”, emociona-se.

Tudo isso foi possível graças à oportunidade e ao apoio da Universidade Zumbi dos Palmares, junto com a Flink Sampa, instituição que abre caminhos e dá espaço para quem faz da cultura um instrumento de transformação. E para Aline, essa experiência é só mais um passo: “Levar nossa literatura, nossa gente e nosso talento para o mundo — é isso que faz tudo valer a pena. Estamos crescendo, estamos sendo vistos, e a nossa voz não para mais”.
E para fechar com chave de ouro a escritora Maria Aline Soares se apresentou no espaço infantil da Bienal em parceria com o Sesi e convidou as escritoras Conceição Rosa e Mônica Sena para fazer parte desse momento,uma contação do livro A Amiga Estadunidense da Abayomi de Maria Aline Soares e doutora Marla Goins e brincadeiras africanas, foi lindo demais com público cheio de crianças e adultos.

Foto de capa: Ina Henrique

Fotos da matéria: Maria Aline Soares

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