A peça “Uma Voz Humana” (realização da Sociedade Arminda e direção de José Fernando Peixoto de Azevedo) expõe os dramas e traumas do fim de um relacionamento por meio de conversas telefônicas. Em cena, a atriz Larissa Nunes traz o público como cúmplice de uma história de amor, no seu momento mais difícil. A história e o amor tomam rumos diferentes, justamente pela influência do telefone. A temporada em São Paulo termina no dia 20 de julho.
Em 2026, o ambiente da peça é um panorama reconhecível e empático para a maioria das pessoas. Boa parte do ‘contato social’ é feito por telefone e mensagens na nossa sociedade altamente tecnológica. O ponto interessante é que a peça se inspira no texto do escritor Jean Cocteau, escrito em 1930.
Há quase cem anos, o escritor Cocteau pretendia, a um só tempo, trazer à cena a revolução tecnológica que o aparelho significava, e a experiência de solidão que a máquina sedimentava.
Na época, entre 1910 e 1930, o telefone, que tinha sido inventado em 1876, era ainda uma novidade que se popularizou rapidamente, entrando no cotidiano das pessoas.
A interpretação da atriz Larissa Nunes é esplendorosa do início ao fim. Tanto na hora das canções, um ponto alto da peça, como na forma que encontrou para mostrar o quanto são distantes e frágeis as conexões digitais por telefone. Ela faz o papel de uma atriz e cantora que está dirigindo um filme e escolhendo as músicas do repertório.
A peça está em cartaz no teatro Teatroiquè, na rua Iquiririm, 110, na Vila Indiana, perto do metrô Butantã. Os ingressos variam entre R$ 50 e R$ 80. Sexta-feira, sábado e segunda-feira, às 21h e domingo, às 18h. Indicação etária: 16 anos.

Ficha técnica: Dramaturgia, Dispositivo de Cena e Direção – José Fernando Peixoto de Azevedo. Atuação – Larissa Nunes. Direção Musical e música em cena – Eloíza Paixão. Câmera em cena – Samurai Cria. Desenho de Luz – Thiago Yuta. Assessoria de Imprensa – Nossa Senhora da Pauta. Fotografia – José de Hollanda. Produção – Anderson Vieira [Corpo Rastreado]. Realização – Sociedade Arminda e Teatroiquê.









