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Você Sabia a origem dos nomes das estações do metrô de São Paulo?

Aproveitando o aniversário da cidade,vamos conhecer um pouco mais.

Sua rede é composta pelas cinco linhas seguintes:

• Linha 1 (Azul): Tucuruvi ↔ Jabaquara
• Linha 2 (Verde): Vila Madalena ↔ Vila Prudente
• Linha 3 (Vermelha): Palmeiras – Barra Funda ↔ Corinthians –
Itaquera
Linha 4 (Amarela): Luz ↔ Vila Sônia
• Linha 5 (Lilás): Capão Redondo ↔ Largo Treze

Clique AQUI para abrir o mapa

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Pois bem, começamos pela Linha 1 (Azul) que é a linha mais antiga do sistema de metrô de São Paulo que funciona desde de 1974 e foi totalmente concluída em 1999. Embora tenha sofrido mudanças no projeto, a linha de mais de 20 km de extensão liga o Jabaquara ao Tucuruvi e passa por locais importantes e zonas importantes da cidade.

Estação Jabaquara

A mais antiga estação de metrô da cidade e a primeira estação de metrô da cidade, fica no bairro de mesmo nome. Possui interligações com o terminal rodoviário do Jabaquara, com linha para o Sul de São paulo e para a Baixada Santista e com o Terminal Intermunicipal que faz parte do corredor que vai do ABC ao Morumbi e a São Mateus, na Zona Leste de São Paulo. A estação leva o nome de Jabaquara, que na língua Tupi significa “Toca de Fuga” ou “Esconderijo”, da junção das palavras îaba (fuga) e kûara (toca, refúgio). Não se sabe a razão do nome, mas provavelmente faz alusão ao quilombos que existiram na região.

Estação Conceição

No mesmo bairro que a estação anterior, a estação que fica próxima da sede daquele banco com nome de cidade mineira foi construída sob a antiga Estrada da Conceição, que ligava a cidade de São Paulo ao atual município de Guarulhos, que até o ano de 1906 se chamava Conceição, derivado de sua antiga denominação Nossa Senhora da Conceição. Daí, a estação herdou o nome.

Estação São Judas

A estação São Judas fica entre os bairros do Jabaquara e da Saúde. O seu nome é devido ao fato da Paróquia São Judas Tadeu (padroeiro das causas impossíveis) estar próximo da Estação.

Estação Saúde

A Estação leva o nome do bairro/distrito da Saúde, que é uma simplificação do antigo nome “Nossa Senhora da Saúde”, a veneração de Maria para os doentes, muito popular em Portugal. Um dado curioso é que o nome saúde coincide com o elevado número de farmácias da região, o que leva a crer que o nome venha delas (ou as farmácias usam o nome do bairro como Marketing).

Estação Praça da Árvore

A estação está localizada na praça de mesmo nome, que fica no bairro da saúde. O que hoje é uma praça, foi um bosque até o século XIX, conhecido como “Bosque da Saúde” (que é o nome de um dos bairros do distrito Saúde) e uma estação de trem com o nome “Praça da Árvore”, que não era um nome oficial (era um nome popular) que pegou de vez!

Estação Santa Cruz

Não pensem que o Shopping de mesmo nome originou o nome da Estação. A estação que futuramente será ligada com a Linha 5 – Lilás, recebeu este nome devido a Rua Santa Cruz, próxima a estação. Mas a curiosidade maior é que a Igreja da Nossa Senhora da Saúde fica próxima a estação, e não próxima da estação Saúde (devido ao fato da mudança de distrito do local, que ficava na Saúde e hoje fica na Vila Mariana).

Estação Vila Mariana

Foi a última estação da linha em 1974. Localizada no bairro/distrito/subprefeitura de mesmo nome, a Mariana da estação é uma junção dos nomes Maria e Ana. As fulanas eram respectivamente, esposa e sogra de Carlos Eduardo de Paula Petit, coronel, vereador e juiz de paz que comandava a região. O bairro era anteriormente chamado de Colônia e antes disso, de Cruz das Almas.

Estação Ana Rosa

Ligada a Linha 1 e a Linha 2 – Verde, a estação leva o nome do Largo Dona Ana Rosa, que poderia ser uma homenagem a minha querida avozinha (que mora perto da estação). Mas , infelizmente não é. A Dona Ana Rosa do largo e da estação é Ana Rosa de Araújo Galvão, filantropa do século XIX que na velhice doou 3/4 de sua riqueza para ajudar crianças carentes e abandonadas. Apesar da estação ser na Vila Mariana, o instituto com o nome Ana Rosa fica do outro lado da cidade, na Vila Sônia.

Estação Paraíso

Inaugurada em 1975 e hoje ligada a Linha 2 – Verde, a estação leva o nome da Rua do Paraíso. O detalhe é que a estação sobreposta não possui saída para a rua citada. Apesar disso, o nome Paraíso faz referência ao bairro Paraíso, que leva o nome do antigo Largo do Paraíso, que hoje é a Praça Oswaldo Cruz, ali próximo da Avenida Paulista.

Estação Vergueiro

A estação leva o nome da Rua Vergueiro, que ao contrário da Estação Paraíso, tem saída para a rua. A Rua Vergueiro leva o nome de Nicolau José de Campos Vergueiro, barão e filho do senador dos tempos de império Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. A rua que antes ligava São Paulo a Santos (que hoje é chamada Caminho do Mar), hoje liga a Liberdade ao Sacomã.

Estação São Joaquim

Outra estação com o nome tirado de rua, desta vez da Rua São Joaquim, importante rua do bairro da Liberdade. São Joaquim é o nome católico de Joaquim, pai de Maria e avô de Jesus. futuramente, a estação será ligada com a Linha 6 – Laranja.

Estação Liberdade

A estação localizada no coração do bairro da Liberdade, na praça de mesmo nome. O bairro conhecido hoje por ser o maior reduto oriental de São Paulo, tem seu nome originado pelo fato da região se chamar Campo da Forca. A região tinha esse nome pois as execuções por forca aconteciam ali. Mas no século XIX< um condenado chamado Francisco José das chagas, conhecido como Chaguinha, escapou da forca após ela falhar três vezes. O povo gritou Liberdade e por isso, a região passou a se chamar assim. Apesar disso, Chaguinha foi morto a pauladas depois da falha da forca. Devido a isso, muitos anos depois, foi construída a atual Igreja das Almas, que fica do lado da estação.

Estação da Sé

Embora fique depois da Estação Liberdade, a Estação da Sé foi a última a ficar pronta (antes das Três últimas da linha), ficando pronta em 1978. A Estação fica no marco zero de São Paulo, na Praça da Sé. A Praça que dá nome ao bairro/distrito/subprefeitura tem seu nome originada da antiga catedral da Sé, demolida em 1911. A atual foi inaugurada em 1954 e é um dos 5 maiores templos neogóticos do mundo. A estação é uma das mais movimentadas do sistema, já que a linha 1 se liga com a linha 3 – Vermelha nesta estação.

Estação São Bento

A Estação sobreposta (como a Paraíso) tem várias entradas e saídas. O nome vem do Mosteiro de São Bento, pertencente a ordem dos beneditinos. Localizada na região, dá nome ao largo  e a rua de mesmo nome. O atual mosteiro é de 1922, mas o local é habitado pelos monges beneditinos desde o período colonial.

Estação da Luz

A estação mais movimentada da Linha Azul, com ligações com a Linha 4 do metrô e com as linhas 7 e 11 da CPTM, a estação leva o nome da Estação da Luz, estação central da antiga linha de ferro Santos-Jundiaí (ou São Paulo Railway). A estação inaugurada em 1867, foi construída pelos ingleses e seu formato é semelhante ao Big Beam, o famoso relógio inglês. Após reformas, a estação está de pé e ainda ativa, com as linhas da CPTM e embaixo, o metrô. Mas o nome Luz vem de Nossa Senhora da Luz, um título da Virgem Maria que era venerado pelos fundadores do bairro.

Estação Tiradentes

A Estação está localizada no bairro do Bom Retiro e recebe o nome da Avenida Tiradentes, importante avenida da região e que faz parte do Corredor Norte-Sul. Já o nome Tiradentes é de um dos personagens da Inconfidência Mineira, que foi a primeira tentativa de independência do país. Tiradentes era o apelido do dentista Joaquim José da Silva Xavier, que foi enforcado no dia 21 de abril de 1792, data que hoje é o feriado em sua homenagem.

Estação Armênia

Primeira estação da linha que é elevada, a estação Armênia tinha outro nome até 1985. Inaugurada em 1975 com o nome Ponte Pequena (alusão a ponte da Avenida Tiradentes sob o Rio Tamanduateí, pequena em relação a antiga Ponte Grande sob o Rio Tietê), a estação mudou de nome em homenagem a comunidade armênia de São Paulo, que ajudou a desenvolver aquela parte do bairro do Bom Retiro. Na praça de mesmo nome, há um monumento em homenagem aos mortos no genocídio armênio (que vitimou mais de 1 milhão de pessoas depois da I Guerra Mundial), Há vitrais com letras em armênio na estação.

Estação Tietê

A estação recebeu estes dois nomes em períodos distintos. Quando foi inaugurada em 1975, tinha o nome de Tietê, nome devido a proximidade (fica a 200 m) do Rio Tietê, o maior rio do Estado. Tietê significa “água verdadeira” em Tupi. Já o nome Portuguesa foi dado em 2006, em homenagem a Portuguesa de Desportos, clube de futebol que tem seu estádio (o Canindé) próximo a estação.

Estação Carandiru

A Estação que é muito associada por no passada estar ao lado do presídio do Carandiru, o maior presídio de São Paulo até então e palco de um massacre de 112 presos em 1992, leva o nome do bairro onde está. Carandiru é o nome de um córrego que passa por trás da estação, sendo o nome de origem Tupi-Guarani, mas seu significado varia de “abelha de carnaúba” ou “prisão de índio semelhante a senzala”. Mas atualmente, é ligado ao antigo presídio, hoje demolido e que deu origem ao Parque da Juventude.

Estação Santana

A estação foi a última da linha de 1975 até 1998. A estação, que também é a última estação elevada da linha fica no meio do bairro/distrito/subprefeitura de Santana. O nome do bairro tem origem da antiga fazenda Sant’Ana, grande fazenda que existiu desde os tempos coloniais e pertencia aos jesuítas. A fazenda originou o bairro atual.

Estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna

A estação é a primeira das três estações inauguradas em 1998. Localizada no bairro de mesmo nome, na parte mais nobre do bairro de Santana, leva ainda (desde 2011) o nome do piloto tri campeão mundial de F1 e considerado um herói brasileiro, Ayrton Senna, que nasceu e viveu no bairro. Embora o nome Ayrton Senna já esteja em vários lugares de São Paulo e no Brasil, a população do bairro aceitou a mudança da estação que fica dentro do Parque Domingos Luís. 

Estação Parada Inglesa

A estação deveria se chamar Pauliceia, mas ficou mesmo com o nome do bairro e da antiga estação Parada Inglesa, que fazia parte da antiga Estrada de Ferro da Cantareira, que ligava o centro de São Paulo a Zona Norte e chegava até Guarulhos (que hoje nem trem e metrô tem mais). A linha, conhecida pela música “Trem das 11” passava pelo traçado da Linha Azul e chegava a bairros como Jaçanã e Tremembé possuía uma estação chamada Parada Inglesa, que ficava a 300 m da atual estação de metrô. O fato de ter “Inglesa” no nome faz referência ao inglês Wiliam Harding, morador da região que possuía uma grande fazenda na região (no séc. XIX, é claro), em que a estação ficava. Daí o nome icônico.

Estação Tucuruvi

A última estação da linha está localizada no bairro/distrito/subprefeitura de mesmo nome. O nome Tucuruvi é mais um de origem indígena e que também foi estação do Trem da Cantareira. O nome Tucuruvi vem do tupi, da junção das palavrass tukura (gafanhoto) e oby (verde). Juntando isso, dá “gafanhoto verde”. O gafanhoto é ainda mascote da escola de samba do bairro, Acadêmicos do Tucuruvi.

A rede do metrô é composta de 5 linhas com 64 estações totalizando de 74 km de via.

Fonte:

http://engenheirodevida.blogspot.com.br/2015/12/a-origem-dos-nomes-das-estacoes-de.html

http://pt.saopaulomap360.com/mapa-metro-sao-paulo#.WIkdm1MrLIU

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