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Pesquisa “Sonhos da Favela” revela abismo entre anseios de moradores e atuação do Estado para 2026

Estudo nacional do Data Favela aponta que segurança, estabilidade financeira e autonomia feminina são as principais chaves para a prosperidade nos territórios

O Data Favela, principal instituto de pesquisa dedicado à realidade das favelas brasileiras, divulga os resultados da pesquisa “Sonhos da Favela”, que foi realizada com a da Data Goal, parceira tecnológica para a execução do estudo, com o sistema robusto e de alta confiabilidade, que possibilitou o disparo do questionário via WhatsApp de forma segmentada, garantindo a rastreabilidade em tempo real de todas as respostas. O levantamento, realizado com 4.471 moradores em todo território nacional, mapeia as aspirações de uma população que, apesar de movimentar a economia e adotar tecnologias de ponta, ainda enfrenta barreiras estruturais históricas ligadas à segurança pública, ao mercado de trabalho e à desigualdade racial.


O direito de ir e vir, a crise de confiança, segurança pública aparece como uma das demandas mais sensíveis. Segundo o estudo, 47% dos moradores têm como principal anseio para 2026 o direito de ir e vir com tranquilidade. Esse desejo esbarra em uma profunda crise de representatividade: quase 4 em cada 10 entrevistados afirmam não confiar em nenhuma instituição (Polícias, Guarda Municipal ou Bombeiros) para protegê-los de eventuais violências.


Esses dados expõem a urgência de um novo modelo de segurança. “O anseio por transitar sem medo não é um pedido de repressão, mas um clamor por um direito fundamental. Quando 29% da favela afirma que a presença da polícia não altera sua sensação de segurança, fica claro que o estado precisa reconstruir sua relação com esses territórios através do respeito e da proteção efetiva, não apenas da incursão”, diz Marcus Vinicius Athayde, copresidente Data Favela.


A Violência, autonomia financeira, corpo feminino na favela segue em estado de alerta. 7 em cada 10 respondentes identificam a violência doméstica e o feminicídio como os maiores desafios enfrentados pelas mulheres nas favelas. Como resposta, a favela aponta para a emancipação econômica, 62% defendem que a política pública mais urgente deve ser a criação de programas de renda e trabalho para mães solo.


“A pesquisa deixa nítido que a violência contra a mulher é a barreira mais cruel nos territórios. Garantir que 62% das mulheres tenham inserção digna no mercado de trabalho é dar a elas a chave para romper ciclos de abuso e protagonizar suas próprias histórias. O sonho da favela para 2026 passa, obrigatoriamente, pela segurança e autonomia das mulheres”, diz Cléo Santana, copresidente Data Favela.


Trabalho, estabilidade, barreira racial, economia da favela é marcada pela “sevirologia” e pela instabilidade. O estudo revela que apenas 25% dos moradores possuem trabalho com carteira assinada, enquanto 58% não contam com uma renda fixa mensal. Além da precariedade laboral, o racismo estrutural é apontado como um limitador direto: metade dos entrevistados sente que a cor da sua pele impacta negativamente suas oportunidades de ascensão.
 

Nesse cenário, a demanda por reparação é clara: 40% dos respondentes acreditam que o governo deve priorizar programas de emprego focados em pessoas negras e ações afirmativas na educação, como cotas raciais.
 

O lançamento oficial da pesquisa será realizado no dia 05 de fevereiro, às 11h, em uma transmissão ao vivo pelo YouTube e Instagram do Data Favela. Com a presença dos seus presidentes, Cléo Santana e Marcus Vinicius Athayde, que aprofundarão os dados e as perspectivas para o futuro desses territórios.

Serviço:

Lançamento da Pesquisa “Sonhos da Favela”
Data: 05 de fevereiro
Horário: 11h
Onde: Ao vivo no YouTube e Instagram (@datafavela)

NOTA

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