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O Mundo Acabou no Início de 2026

O mundo inerte sobre avanços imperialistas não é mais mundo, é apenas plateia de injustiças
O mundo acabou no início de 2026.

Contra a vacina da COVID-19, primeiro mandato de Trump inspirava-se o negacionismo.

O mundo apático — de mãos atadas ou não — gritou sem mover um fio de cabelo para parar Israel em seu grave genocídio contra a Palestina e seu expansionismo predatório.

O mundo inerte viu a Rússia avançar sobre a Ucrânia e a Ucrânia avançar para entrar na OTAN.
O mundo acabou na pandemia negacionista. O “Calendário Maia” prometia o fim do mundo em 2012; acertou, o fim começou de fato em 2013: por vinte centavos aqui, por uma “primavera” ali. Assim se findou em 2026. Bem no início do ano, o mundo acabou.


A próxima “Era de Aquário” já chegou segundo alguns astrólogos, há sinais já dela desorganizando a atual “Era de Peixes” e mudando quase tudo de lugar. Portanto, a queda do Império Estadunidense se faz possível e previsível, tanto astrológica quanto politicamente. Era uma vez uma história de “eras” e “impérios que eram”. Precisamos marcar alguns capítulos para entender como o mundo acabou e como os EUA podem estar assinando o seu próprio fim ao tentar recolonizar o globo.


A queda dos impérios europeus, da União Soviética, do Império Mongol e de tantos outros desenham o precipício de Donald Trump. A independência dos Estados Unidos aconteceu em 4 de julho de 1776. O historiador Eric Hobsbawm afirma que a Revolução Industrial começa em 1780, impulsionada por movimentos anteriores, inclusive com a diminuição do Estado — ou seja, menos colônias extrativistas e mais colônias consumistas. Para produzir em escala, é necessário consumo em escala.


O trabalhador deixou de ser propriedade para ser um devedor eterno do sistema.


Subsequente à independência das colônias, ocorreu a substituição da mão de obra escravizada (extração do trabalho alheio por força bruta) pela mão de obra remunerada consumidora (manutenção dos substratos industriais pelo consumo do trabalhador). Tirou-se o homem da terra e do plantio para lustrar máquinas e receber um salário que comprava menos comida do que ele próprio cultivava. Ao abolir a escravidão nas colônias, o sistema criou categorias de miseráveis e pobres abandonados. Importou e empregou trabalhadores internacionais para empobrecê-los em solo estrangeiro e miserabilizar os ex-escravizados. Agora, os novos grilhões são os aluguéis, as dívidas e a ascensão por uma educação paga cada vez mais cara.


A emancipação dos países tinha um preço: uma dívida com sua metrópole ou com outra potência eurocêntrica. Sempre alguém cobra pela liberdade de outrem; sempre alguém lucra com as insurgências. Na América do Sul, alguns territórios ainda são colônias da França e da Inglaterra — curiosamente, São Cristóvão e Neves só se tornou independente do Reino Unido em 1983, sendo o último da região.


Após a independência dos maiores países da América do Sul, entre 1810 e 1830, o vínculo com as metrópoles passou a ser de comércio e imitação cultural. Os Estados Unidos, como braço da influência inglesa, mantiveram ditaduras e governos autocráticos na região até o final dos anos 80. No Brasil, alternamos entre ditadura e democracia até 1988. Sempre que o governo “democrático” não agrada aos EUA vem um movimento pró-ditadura.


A democracia, por incrível que pareça, passou a ser uma exigência imperialista de quem sempre apoiou ditaduras. Se os EUA decidem que um país não é democrático, sentem-se no direito de serem os “ditadores” daquela nação. O mercado abandonou a era puramente industrial para explorar especulações, marcas, patentes e subvenções sob offshores em paraísos fiscais. A ordem, a partir de 1990, foi a globalização: o fim das tarifas protecionistas e o advento do “Livre Mercado” dos Liberais de Chicago. Vender para todos, o mais rápido possível: o mundo inteiro para ser desenvolvido precisava estar com Nike no pé e Coca-Cola na mão.


As fronteiras diminuíram e os mercados se adaptaram à superpotência norte-americana. Contudo, a República Popular da China — definida em sua constituição como um Estado socialista sob a ditadura democrático-popular — tornou-se a segunda potência mundial, pondo em xeque os EUA. A Rússia, com um líder no poder desde 1999, desafia o poder bélico americano. A Venezuela, potência em petróleo e ouro, alinhou-se ao eixo sino-russo. O Brasil, com Lula, trouxe o protagonismo da diplomacia em fóruns multilaterais.


Nesse contexto, os EUA tornam-se cada vez mais dispensáveis. Deixam de ser a única superpotência para serem apenas a primeira entre várias potências que se sobressaem em áreas específicas.

O mundo multipolar não interessa à CIA, à Bolsa de Nova York nem aos bilionários ianques que compõem o governo de Donald Trump como Ministros ou consultores.
A dívida interna dos EUA perde o sentido sem o seu expansionismo comercial. Desde a crise de 2008, o país vem cambaleando. Após a crise o mundo pulverizou um pouco mais seus mercados, depois do tarifaço os laços ficaram ainda maiores e longe da hegemônia americana. As bigtechs americanas temem o TikTok e as IAs da China.

Os EUA prevê que a robotização, desta vez, substituirá a mão de obra assalariada empobrecida, que havia substituído a mão de obra escravizada. Para evitar o desemprego em massa do povo americano, expulsam imigrantes e minorias para que as vagas restantes sejam ocupadas por americanos de preferência brancos e pelos robôs da Tesla de Elon Musk, bilionário ex-ministro de Trump.


Sem o controle total dos mercados, Donald Trump e a “liga de bilionários” na Casa Branca, começam a misturar interesses privados com o público para ocupar e pilhar o mundo. Ao visar a Venezuela e o Irã, tentam desorganizar a produção chinesa e russa. Ao tarifar o mundo, Trump torna-se persona non grata até para aliados. Com o desejo narcisista de tomar o Canadá e a Groenlândia, ele caminha para o isolamento diplomático. A inteligência britânica talvez já trabalhe em sua destituição sistêmica.


Líderes como Bolsonaro, María Corina, Moro, Guaidó e Zelensky são usados como peças para incitar desordens e justificar intervenções americanas. É a nova forma de colonização: usar nativos com discursos enviesados de patriotismo para entregar a pátria a interesses estrangeiros. Maria Corina acreditou em eleições justas, mas Trump apenas deseja o petróleo para enfraquecer concorrentes.


O mundo precisa parar Donald Trump. Os EUA nunca mais serão o “Superman”; agora é a vez das “guerreiras do K-pop”.

Mas o mundo acabou. O mundo inerte sobre os avanços imperialistas não é mais mundo, é apenas plateia de injustiças. Se Trump avançar, a fome e a pobreza aumentarão, e a riqueza se concentrará novamente nas mãos de poucos. O mundo terá que se reunir em breve para decidir como parar este pirata de navios de petróleo e países vizinhos.

A Era Trump precisa ser encerrada na raiz, vamos deixar as “Eras” para os astrólogos e dar uma basta nessa “Era” neocolonial.

Era uma vez a história das “eras” e dos impérios que erram em suas eras em querer ser grande demais.

NOTA

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Respostas de 2

  1. Todos os presidentes dos Estados Unidos pro.overam guerras e saquearam outros países. É o “modo operante”. Trump fala escancaradamente dos próximos passos para roubar outros países e todos ficam assistindo ou falando na imprensa que tomarão atitudes. Nenhuma ação foi feita até agora. Trump tem que ser impedido já. É um perigo para a humanidade.

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