SÃO PAULO – Em resposta às recentes movimentações políticas em Santa Catarina que visam barrar as ações afirmativas em universidades, um conjunto de representações de entidades do movimento negro (de cursinhos populares a núcleos negros universitários) esteve em Brasília, dia 19 de fevereiro, para discutir estratégias de articulação nacional visando reforçar a manutenção das cotas raciais.
Nova rodada de debates
Dando continuidade à agenda, um novo encontro está marcado para a próxima segunda-feira (23), às 19h, na sede da Educafro, na região central de São Paulo. O objetivo é unificar o discurso e organizar as próximas etapas da mobilização popular.
Mobilização para o dia 21 de março
Para Julião Vieira, ativista e dirigente da União de Negras e Negros pela Igualdade (UNEGRO), o momento é de resistência. Segundo ele, a reunião na capital paulista servirá como base para o ato do dia 21 de março (Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial).
“Faremos uma reunião para preparar o ato em São Paulo, com o objetivo de defender as cotas raciais e a plena aplicação da Lei 10.639 [que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas]”, afirmou Vieira.
A articulação busca frear retrocessos institucionais e garantir que o acesso da população negra ao ensino superior permaneça como uma política de Estado consolidada.
Nota: Agradecemos ao movimeno ngro o convite para estarmos na reuniao.










