Na noite de sexta-feira, 05/09/2025, a Neo Química Arena (Arena Corinthians) recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a NFL (National Football League) aqui no Brasil. O Brasil detém o maior público do esporte no mundo. Depois do sucesso do ano passado, o estádio voltou a ser palco de um grande espetáculo.

Estiveram em campo o Los Angeles Chargers e o Kansas City Chiefs (atual vice-campeão do Super Bowl) no gramado da Neo Química Arena.
Os Chiefs têm como principal jogador o astro Patrick Mahomes, nome certo para o Hall da Fama e um dos maiores da história do esporte quando se aposentar. Nas arquibancadas, entre os fãs, havia brasileiros e “gringos” dos EUA que vieram acompanhar seus times e, principalmente, conhecer o Brasil.
Ao ver os gringos nas arquibancadas, José Roberto, funcionário público e corintiano raiz, lembra de quando foi anunciada a construção do estádio do Corinthians em Itaquera. Os comentários clubísticos e outros que passaram do clubismo e expuseram o preconceito que ainda existe no país com o povo periférico.
Época marcada por frases como : “Itaquera é longe demais, fica quase fora de São Paulo.” Ora, ora… longe para quem? Para quem mora na Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Artur Alvim, Guaianases, São Miguel, Ferraz, Suzano, Mogi das Cruzes, entre tantos outros bairros e municípios, “Itaquera é logo ali.”
Em outra fase, o preconceito disfarçado de dúvida trouxe questionamentos: “Como um europeu ou um estrangeiro vai ser recebido em Itaquera?” José responde “Lamento informar, mas foram muito bem recebidos — com cerveja gelada, pagode, bom churrasco e muita alegria — como é recebida toda pessoa que chega e respeita a quebrada. Para o desespero dos preconceituosos, alguns gringos voltaram ao Brasil; como o torcedor croata que se apaixonou pelo clube se tornou o mais novo membro do bando de loucos.

Sem clubismo, mas com fatos históricos: o Corinthians sofre o preconceito de suas raízes populares, porquê nasceu das entranhas do povo. Foi fundado e mantido por pintores de parede, operários, cocheiro. Em 1915, desafiou a elite paulista ao tentar inscrever um jogador negro na liga paulista — ficou aquele ano sem disputar torneios oficiais — e respondeu com a criação da camisa listrada preta e branca, mostrando que o Corinthians é filho do preto e do branco, criado nas ruas de São Paulo e do mundo.
Ao construir seu estádio no reduto popular da Zona Leste e sediar Copa do Mundo, Olimpíadas, Copa América, jogos da NFL e outros grandes eventos, o Corinthians vence o preconceito pelo povo. Não importa se a pessoa torce ou não pelo Corinthians: o Time do Povo tem um compromisso histórico com a própria origem. E ontem, jogadores e departamentos técnicos da NFL se renderem à estrutura, ao acolhimento e à organização, os elogios servem para fortalecer nossa autoestima e mostrar que, mesmo com nossos problemas, o povo brasileiro é capaz de fazer tudo com excelência.
“Somos gigantes — e assim seguiremos. Essa é a nossa essência” —José Roberto, funcionário público e corintihiano.










