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Deputada Monica Seixas pede que TCE investigue enriquecimento do Secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite!

A deputada estadual Monica Seixas (PSOL) protocolou uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) pedindo a abertura de uma Tomada de Contas para investigar a evolução patrimonial do Secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Muraro Derrite.

A denúncia é motivada por indícios de enriquecimento incompatível com seus rendimentos declarados, além da possível utilização de terceiros para ocultar a origem dos recursos.

Nos últimos meses, reportagens da imprensa revelaram que Derrite está construindo uma residência de alto padrão em um condomínio de luxo em Porto Feliz, cidade do interior paulista conhecida por abrigar milionários e celebridades. A obra, segundo fontes da própria construção, está orçada em cerca de R$ 3 milhões. A casa de 440 m² foi erguida em um terreno de 800 m², comprado à vista em 2023 por R$ 475 mil.

Apesar do vultoso investimento, os bens declarados por Derrite à Justiça Eleitoral em 2022 somavam apenas R$ 812 mil — valor que contrasta fortemente com os recursos empregados no imóvel. A discrepância acendeu o alerta sobre possível evolução patrimonial abrupta e incompatível com a trajetória remuneratória do secretário.

Além disso, o empreiteiro responsável pela obra afirmou que os pagamentos vêm sendo feitos por Guilherme “Gui” Moron, amigo pessoal de Derrite e empresário condecorado por ele em cerimônia oficial da Polícia Militar em 2023. Essa intermediação por pessoa sem vínculo familiar direto levanta suspeitas sobre possível triangulação financeira e tentativa de ocultação de patrimônio.

A representação assinada por Monica Seixas argumenta que há possível violação dos princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade, transparência e probidade administrativa. Também solicita que o TCE investigue o uso de estruturas públicas em benefício privado, incluindo eventuais favorecimentos a empresários próximos ao secretário.
“Não é aceitável que um servidor público, em pleno exercício de um dos cargos mais estratégicos do Estado, apresente esse tipo de acréscimo patrimonial sem transparência sobre a origem dos recursos. O povo paulista tem o direito de saber detalhes sobre evolução patrimonial de agentes públicos”, afirma a deputada.

A denúncia ainda requer que o TCE produza parecer técnico-jurídico e, caso encontre irregularidades, encaminhe o caso ao Ministério Público para eventual apuração de improbidade administrativa, nos termos da Lei nº 8.429/1992.

Foto de capa: Site do Metrópoles

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