Por Samir Maríanno
Na noite desta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a Universidade Sociedade Unificada de Ensino Augusto Motta (UNISUAM) realizou a cerimônia de outorga do título de Doutor Honoris Causa ao ativista, empreendedor social e líder comunitário Celso Athayde. A homenagem reconhece sua trajetória no fomento da cultura urbana, empreendedorismo periférico e inclusão social.
A homenagem e sua relevância
Durante a solenidade, a UNISUAM enfatizou que a concessão do título reflete o compromisso da instituição com “práticas transformadoras em comunidades”, além de celebrar a convergência entre academia, ativismo e cidadania. Celso Athayde, fundador da Central Única das Favelas (CUFA), foi destacado como exemplo de liderança periférica que alia visão empreendedora, discurso de impacto e atuação concreta em territórios historicamente marginalizados.
Trajetória de impacto
Na carreira de Athayde, são recorrentes iniciativas de intelectuais comunitários e de base que articulam cultura, esporte, economia popular e juventude:
A CUFA tornou-se uma referência nacional no protagonismo das periferias, com projetos em educação, cultura popular e economia criativa.
Athayde tem presença ativa na mídia e no debate público sobre desigualdades, violência e oportunidades.
Ao receber o título de Doutor Honoris Causa, Athayde reafirma que reconhecimento formal emerge quando a prática gera resultados palpáveis — tanto em vidas transformadas como em redes fortalecidas.
O significado para a universidade
Para a UNISUAM, a escolha de Athayde como agraciado demonstra um sinal institucional: valorizar “saberes” que emergem fora dos elevadores acadêmicos tradicionais — aqueles que nascem nas ruas, nas favelas, nos territórios de periferia.
A cerimônia marca também uma ponte entre a universidade e os movimentos sociais urbanos, reforçando que a produção de conhecimento e cidadania se dá tanto dentro da sala de aula quanto no jogo de campo, no mutirão comunitário e na roda de educação popular.
Destaques da cerimônia
A abertura contou com discurso de reitores que ressaltaram a convergência entre educação superior e responsabilidade social.
Athayde recebeu a insígnia acadêmica e fez um breve pronunciamento em que agradeceu às comunidades, à juventude periférica e às alianças construídas ao longo dos anos.
Estiveram presentes representantes de empreendimentos culturais, de projetos sociais e de movimentos de base, o que reforça o caráter simbólico de “honrar quem honra sua comunidade”.
O que vem pela frente
Com essa honraria, abre-se uma nova etapa tanto para Athayde quanto para a UNISUAM:
Para Athayde: o título amplia sua visibilidade institucional, possibilitando novas parcerias com o meio acadêmico, pesquisa aplicada em periferias e ampliação de redes de apoio.
Para a universidade: trata-se de um compromisso que agora exige concretização — ou seja, não basta homenagear lideranças periféricas; é preciso incorporar essa lógica de reconhecimento em projetos, extensão e políticas internas.
A entrega do título de Doutor Honoris Causa a Celso Athayde evidencia que, cada vez mais, o campo da educação superior reconhece a importância da “inteligência de periferia” — a sabedoria construída entre vivência, coletividade e transformação social.
Para o jornal Empoderado, este evento representa não apenas um momento de festa, mas um ponto de inflexão: quando a academia abraça a favela como território de saber, liderança e futuro.



















