Não importa o que seja feito — ou como será feito — desde que gere o resultado desejado. É assim que opera o novo modus operandi da extrema-direita américo-brasileira.
Ver o líder de uma ideologia egoísta, nefasta, violenta e cercada por diversos tipos de preconceitos prestes a ser condenado já é, por si só, algo terrível e sintomático. Mas não para o clã bolsonarista — que também compartilha o mesmo sobrenome — e que não mede esforços, chegando ao extremo de enviar um deputado federal em exercício para fazer lobby nos Estados Unidos em busca de apoio externo. Tudo isso com o objetivo de ajudar seu pai inelegível a escapar de uma suposta “perseguição ditatorial”. Mesmo que, para isso, o povo brasileiro precise pagar mais caro por produtos importados. Afinal, quem mandou votar em Lula? Que arquem com as consequências!
— Mas deputado, nem todos votaram no atual presidente. Uma boa parcela votou em seu pai. O que será feito com esses patriotas, defensores da família, dos bons costumes e da democracia?
— Eles que continuem lutando pelo Brasil, pela pátria, pela democracia — mesmo que, para isso, outro país precise intervir em nossa soberania. O BRASIL É SOBERANO!
Felizmente, a limitada capacidade intelectual da extrema-direita nos proporciona, diariamente, episódios dignos de The Office. São deslizes atrás de deslizes que escancaram, com clareza, o perfil dos américo-brasileiros.
Mas cuidado: eles dizem querer o bem do Brasil — e isso nunca foi tão perigoso.
Texto: Prof. Matheus Leal.
Revisão e edição: Brenda Evaristo.










