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Ato solene lança cartilha que reúne as propostas da Assembleia legislativa de São Paulo Para Promoção da Igualdade Racial e Combate ao Racismo

Nesta quarta-feira, 12 de maio de 2021, na Assembleia Legislativa de São Paulo ocorreu um ato solene para o lançamento da Cartilha que reúne as propostas da Assembleia legislativa de São Paulo Para Promoção da Igualdade Racial e Combate ao Racismo. Um evento que contou com figuras históricas do movimento negro e da politica como o ex-deputado Nivaldo Santana, do PC do B e a deputada Erica Malunguinho, do Psol, que assim como a anfitriã Leci Brandão, do PC do B foram muito saudadas.

No dia em que a primeira-dama preta do teatro, da TV e do cinema brasileiro, a atriz Ruth de Souza (1921-2019) completaria 100 anos, um quilombo, conforme disse a deputada Leci Brandão estava na ALESP discutindo o lançamento da cartilha: “Propostas da Assembleia legislativa de São Paulo Para Promoção da Igualdade Racial e Combata ao Racismo”.

O quilombo, assim chamado pela Deputada Leci, foi formado para divulgar uma cartilha que reúne as propostas existentes na Alesp de 1985 a 2021, para a igualdade racial e o combate ao racismo.

Segue abaixo o link contendo propostas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo para a Promoção da Igualdade Racial e o Combate ao Racismo. Publicação organizada pelo Mandato da Deputada Leci Brandão. Entre no link para baixar a apostila: https://mla.bs/4ba8ee94

O evento foi conduzido por Julião Vieira e a Maria das Naves, ambos do gabinete da Deputada Leci Brandão.

A abertura foi realizada pela deputada Leci Brandão que abençoou a todos e em seguida foi exibido o vídeo institucional da cartilha que tem como objetivo contribuir para uma cidade justa e sem racismo.

O primeiro a falar foi o ex-deputado Nivaldo Santana que alertou para que o trabalho seja pautado na luta. O fortalecimento do SUS e um maior investimento na prevenção de doenças de acometem mais a população negra (anemia falciforme, câncer de próstata e hipertensão, por exemplo). Uma estrutura para acesso dos negros ao ensino superior, resgaste da cultura africana e a questão da violência policial.

“Laroyê!”. Foi essa a saudação que a deputada Erica Malunguinho utilizou para abrir sua fala. A deputada registrou emocionada seu amor à deputada Leci Brandão.

Citando Lélia Gonzalez (brasileira, autora, professora, filósofa e antropóloga co-fundadora do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras do Rio de Janeiro, do Movimento Negro Unificado e do Olodum), Erica Malunguinho falou do cenário do nosso país, que é escravocrata e racista. Lembrou que em 2017 foram julgados 244 casos de racismo e todos com penas muito brandas. Falou sobre o feminicídio e que precisamos romper todas essas barreiras para uma sociedade viável e que beneficie ao todo.

Em seguida, o Professor Juarez deu uma aula de história. Falou sobre o movimento negro, supremacia branca e mostrou o quanto o Brasil demorou para ter políticas públicas.

Observou que a cartilha mostra que houve compreensão da necessidade da luta contra o preconceito e contra o estigma racial.

As iniciativas mostram o grau de mobilidade, brutalidade e destruição dos corpos negros na sociedade brasileira.

“A cartilha mostra iniciativas no campo da segurança pública, da saúde, social e na defesa da vida. É um marco histórico e deve ser consultada por todos que se interessam na construção de um país contra o patriarcado, capitalismo e contra a supremacia racial branca”.

A deputada estadual Olívia Santana (BA) estava muito feliz e saudou as deputadas Erica Malunguinho e Leci Brandão por serem as mulheres pretas da Alesp.

Falou que a cartilha é um gesto de desconstrução do racismo. Lembrou do racismo, da necropolítica, jovens negros e do massacre que ocorreu no Jacarezinho.

Para concluir, a deputada Olívia Santana citou Elza Soares

“A carne mais barata do mercado ainda é a carne negra.”

O quilombo continuou expondo o orgulho e a importância com o lançamento da cartilha. Segue a lista de todos que participaram do evento:

Deputado Orlando Silva – PCdoB/SP

Vereadora Bruna Rodrigues –  Porto Alegre/RS

Vereadora Walkiria Nictheroy – Niterói – RJ

Vereadora Thainara Faria (PT) –  Araraquara – SP

Sr. Roberto José dos Santos –  Coordenador do SOS racismo da Alesp

Sr. Gil Marcos Clarindo dos Santos – Presidente do conselho estadual de participação e desenvolvimento da comunidade negra estado de São Paulo

Srta. Rosangela Maria de Paula – Coordenadora da coordenação de políticas para população negra e indígena do estado de São Paulo

Srta. Alessandra de Cassia Laurindo – Coordenadora de políticas étnicos raciais municipal de Araraquara

Dr. Elizeu Sores Lopes – Ouvidor da Polícia Militar de São Paulo

Sr.  Ivan Lima – Secretário executivo do centro de equidade racial para o desenvolvimento regional e socioeconômico do governo do estado de São Paulo

Sr Eneas Santos – Organização Novos Rumos

Sra. Sandra Mariano – Coordenação nacional das entidades negras (CONEN)

Sra. Rosa Anacleto – Presidenta estadual da União de negros e negras pela igualdade (UNEGRO)

Srta. Fernanda Chagas – Rede Quilombação

Sr. Anderson Moraes – Frente Nacional Antirracista e coordenador do Jornal Empoderado

Dra. Lazara Carvalho – Vice presidenta da comissão de igualdade racial da OAB – SP

Anderson Moraes representando a Frente Nacional antirracista e coordenador do Jornal Empoderado lembrou que a deputada Leci Brandão emocionou a todos em um evento do Sintratel (Sindicato dos trabalhadores em Telemarketing) e lembrou que a nossa luta é diária. Defendeu uma campanha onde temos que lutar por um corpo preto vivo e não aquele que tomba.

“Nossa luta tem que ser valorizada”.

O encerramento do ato solene ficou por conta da Deputada Leci Brandão.

Emocionada, com tantas manifestações de carinho, não quis citar nomes, mas agradeceu a todos.

Carioca, nascida em Madureira, Leci concluiu que a sua missão é em São Paulo e está cumprindo.

 

“Consegui fazer algo pelo meu povo? Sim, acredito que sim!

Já fui chamada de xiita, encrenqueira, barraqueira e que só queria falar de negros. Valeu a pena. Sabemos o que é lutar.

A publicidade mudou, mas aconteceu porque mataram o Floyd no EUA.

13 de maio é data da denúncia. Nada a comemorar é uma falsa liberdade.

Ainda precisamos receber nossa reparação no executivo, legislativo e judiciário)

O povo não percebeu e elegeu um governo fascista, mentiroso e racista. É um desgoverno! ”

Para concluir, a deputada citou um texto do escritor Itamar Vieira Júnior

“ Apesar da desigualdade, da injustiça havia e há resiliência. Não dá para desistir dos sonhos”.

Deputada Leci Brandão, nós do Jornal Empoderado queremos agradecê-la pelo legado e é uma honra saber que é nossa griot.

NOTA

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