O Instituto Ethos promove a 27ª edição da Conferência Ethos, em São Paulo, com painéis gratuitos nos dias 19 e 20 de agosto, no Sesc Pinheiros. Por mais de duas décadas, o Instituto Ethos cria espaços de trocas e reflexões sobre temas fundamentais para o desenvolvimento do Brasil e a defesa dos Direitos Humanos.
“A Conferência Ethos reúne diferentes setores para antecipar debates que hoje são centrais para o futuro das empresas e da sociedade. Em um contexto de transformações aceleradas, queremos fortalecer o diálogo e mostrar que competitividade, integridade, direitos humanos e sustentabilidade precisam caminhar juntos”, afirma Caio Magri, diretor-presidente do Instituto Ethos.
O objetivo é apresentar e discutir as agendas comprometidas com integridade socioambiental, democracia e redução das desigualdades. Além de um problema social, a desigualdade brasileira se consolida como um dos maiores gargalos econômicos e de produtividade do país.
Em 2026, a conferência reafirma a importância do diálogo e da construção coletiva diante de desafios cada vez mais complexos e interconectados. Em um cenário marcado por transformações sociais, climáticas, tecnológicas e econômicas, o encontro entre diferentes perspectivas se torna ainda mais necessário para ampliar caminhos possíveis e fortalecer ações coletivas.
Será lançado também o livro “Os Custos das Desigualdades: uma carta às elites econômicas”, publicado pela editora Jandaíra, escrito pelos economistas Michael França e Daniel Duque, a partir de uma parceria entre o Instituto Ethos e com o Núcleo de Estudos Raciais do Insper (NERI).
“A violência e a discriminação corroem o capital humano do país. Quando vitimamos desproporcionalmente homens jovens negros de baixa escolaridade ou afastamos talentos por preconceito, estamos impondo um dano profundo, duradouro e mensurável ao potencial de desenvolvimento da nossa economia”, afirma o coautor da obra Michael França, economista, pesquisador do Insper e conselheiro do Instituto Ethos.
A falta infraestrutura social chega a afastar até 7 pontos percentuais das mulheres do mercado de trabalho, reduzindo a diversidade e a renda familiar. A violência consome 4,38% do PIB (cerca de R$ 285 bilhões por ano) entre gastos com segurança pública e privada, sistema prisional, saúde e perdas diretas de capacidade produtiva.
Além disso, cada jovem vítima de homicídio representa um prejuízo estimado de R$ 550 mil em capacidade produtiva desperdiçada ao longo da vida.
O estudo dos economistas projeta ainda que o PIB do Brasil teria um crescimento de 1% ao ano, caso fosse reduzida em 10% a taxa de mortalidade por homicídios.
Painéis
No dia 19, o evento começa no auditório Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, às 11h com o painel “Economia circular e transição justa – Transformando resíduos em desenvolvimento”.
No dia 20, às 11h, tem o painel “O futuro do trabalho já chegou: Quem está preparando e cuidando das pessoas?” para falar sobre as perspectivas de mudança do cenário da oferta de trabalho com as novas profissões que surgem com a inteligência artificial, a automação, a digitalização e a transição para uma economia de baixo carbono.
As palestrantes serão Adriana Ligiéro (Gerente de Projeto da Secretaria Nacional da Política de Cuidados e Família); Cecilia Camargo Maman (Gerente da Gerência de Desenvolvimento de Pessoas, GEDEP, no Sesc São Paulo); Roberta Diniz (Gerente-executiva de Desenvolvimento Profissional do SEST SENAT).
A programação completa e o link para a inscrição estão no site do Instituto Ethos.









