Conselho de escola da EMEF Ibrahim Nobre, na região do Butantã, chama comunidade em apoio às trabalhadoras terceirizadas da Lume.
Quarta-feira (30) aconteceu um ato organizado por professores (as) e educadores (as) na porta da EMEF Ibrahim Nobre contra os abusos e a situação atual das trabalhadoras da empresa terceirizada Lume – Life Service.
A empresa Lume segue atrasando os pagamentos dos direitos trabalhistas como vale alimentação, FGTS e valores referentes às férias. Além disso, a empresa não está garantindo o envio dos insumos necessários para o trabalho de limpeza da escola e inclusive itens fundamentais como papel higiênico.
Recentemente recebemos um e-mail da SME – Secretaria Municipal de Educação de São Paulo que orienta que as unidades comprem esses insumos utilizando a verba do Programa de Transferência de Recursos Financeiros – PTRF, pois o contrato com a Lume será encerrado dia 31 de julho. Neste e-mail não há nenhuma menção em relação aos pagamentos dos direitos das trabalhadoras e nenhuma garantia de que elas serão contratadas pela próxima empresa que assumir o serviço.
Frente a esta situação foi aprovado no conselho da unidade escolar uma série de medidas de apoio a essas trabalhadoras, no intuito de que seja dada a devida atenção a essa situação e que ela seja solucionada de forma definitiva. Pois como disse uma professora que faz parte do Conselho de Escola da EMEF Ibrahim Nobre “(essas) trabalhadoras terceirizadas, que são em sua maioria mulheres negras, fazem parte da comunidade escolar, são moradoras do território e em muitos casos são também mães dos estudantes da escola. O desrespeito a essas trabalhadoras é um desrespeito a todos os educadores da rede municipal e por conta disso exigimos:
- Que a empresa Lume apresente publicamente seus balanços financeiros e que seja quebrado o sigilo bancário de seus responsáveis. Os repasses feitos com dinheiro público foram feitos para empresa, é preciso saber para onde esse dinheiro está indo, já que não está chegando para o devido pagamento das trabalhadoras;
- Que sejam pagos imediatamente todos os direitos trabalhistas em atraso para todas as trabalhadoras;
Entendemos que o serviço de limpeza é parte do fazer pedagógico da escola, portanto, consideramos que essas trabalhadoras são educadoras assim como todos os demais funcionários. Dessa forma, a única solução definitiva para essa situação é a efetivação de todas as trabalhadoras, para que sejam parte da rede municipal assim como todos os demais servidores.”
Ato em defesa dos funcionários terceirizados da limpeza conta com presença da vereadora do Psol Luana Alves
Luana defendeu que se efetive essas funcionárias, responsabilizando a SME – Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e a Prefeitura, dizendo que isso também reflete ao racismo uma vez que a maioria são mulheres de negras.













