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Cultura preta em movimento: AfroTu realiza festival histórico em Santos

Evento celebra cultura negra, fomenta o empreendedorismo e fortalece identidades periféricas

O Coletivo AfroTu realizará, nos dias 19 (sábado) e 20 de julho (domingo), a primeira edição do Festival AfroTu – “Cultura, Resistência e Criatividade Negra em Movimento” – em celebração aos seus seis anos de atuação. Referência em economia criativa na Baixada Santista, o coletivo traz uma programação diversa que ocupará a Casa da Frontaria Azulejada, no Centro Histórico de Santos, com entrada gratuita.

O festival contará com rodas de conversa, vivências, exposições, shows, apresentações culturais, desfiles, gastronomia, oficinas de saberes ancestrais, espaço da beleza negra, espaço infantil e, é claro, a tradicional Feira AfroTu – uma reunião potente de marcas autorais e produtos artesanais produzidos por empreendedoras negras da região.

Mais do que um evento, o Festival AfroTu propõe um verdadeiro aquilombamento urbano, ressignificando espaços, impulsionando o empreendedorismo e ratificando narrativas decoloniais. A curadoria do festival valoriza a identidade afro-brasileira, estimula a economia solidária e o consumo consciente, além de promover trocas afetivas e comunitárias pautadas pela ancestralidade.

Criado por mulheres negras, o Coletivo AfroTu nasceu da urgência de se construir um espaço de apoio, visibilidade e valorização para empreendedoras da periferia de Santos. O nome traz em si essa essência: “Afro”, de afrodescendente, e “Tu”, referência à oralidade e afetividade linguística local. Desde então, o coletivo atua na formação, geração de renda e no fortalecimento da cultura negra, especialmente entre mulheres.

Para Luciana Cruz, fundadora do AfroTu, artesã e empreendedora, o festival representa um marco na trajetória do grupo. “É mais um passo que estamos dando na caminhada do AfroTu. Conseguimos a sala multifuncional e tá chegando nosso Festival AfroTu, tão sonhado e trazendo novos aprendizados e experiências que ainda não havíamos vivido.”

Fernanda Semedo, membra do coletivo e idealizadora da marca Didara Acessórios Autorais, ressalta o poder transformador da iniciativa. “AfroTu é resistência, é força, é coragem e determinação.”

Com ações contínuas, o coletivo transforma realidades a partir da colaboração, da valorização do território e do fortalecimento das raízes negras. O Festival AfroTu é realizado por meio do Edital PROAC nº 39/2024, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Governo do Estado de São Paulo, dentro do eixo de Fomento à Economia Criativa, e está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

Num país onde o racismo estrutural ainda tenta apagar os saberes e os corpos negros, iniciativas como o Festival AfroTu escancaram a potência de um povo que insiste em existir, criar e se orgulhar de suas raízes. Ocupar o centro da cidade com cultura negra, com afeto, com ancestralidade, é um ato político. É reafirmar que a periferia pensa, realiza, transforma, e não precisa de autorização para fazer história.

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