SÃO PAULO – Movimentos negros, sociais, populares e lideranças negras definiram, em reunião realizada nesta segunda-feira (24), que a defesa das ações afirmativas será a bandeira principal do ato convocado para o dia 21 de março. O encontro ocorreu na sede da Educafro, no centro da capital paulista, e reuniu entidades como Uneafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras, Negros e Classe Trabalhadora) , União de Negras e Negros pela Igualdade (UNEGRO), União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Movimento Negro Unificado (MNU), CONEN, APN e partidos de esquerda (PT, PSB e PCDOB).
O objetivo da mobilização é reafirmar a importância das cotas raciais e garantir a continuidade de conquistas históricas das últimas décadas. A articulação do ato teve início em Brasília, no dia 19 de fevereiro, e vem ganhando corpo com a adesão de jovens militantes e lideranças históricas.
Memória e Resistência
A escolha da data carrega um simbolismo global. O dia 21 de março foi instituído pela ONU como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial em memória ao “Massacre de Sharpeville”, ocorrido em 1960, na África do Sul. Na ocasião, o regime do apartheid assassinou 69 pessoas que protestavam pacificamente contra a “lei do passe”.
Nota: O local do evento será divulgado nos próximos dias. A organização informou ainda que o convite para o ato do dia 21 de março será estendido ao Presidente da República, Lula.

Foto de capa: Rosina Conceição de Jesus










