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Santos inaugura primeiro Centro de Memória às Vítimas da Violência de Estado do Brasil

SANTOS – Em um marco histórico para os Direitos Humanos, foi lançado na última terça-feira (3) o Centro de Memória às Vítimas da Violência de Estado (CMVV). 

O evento ocorreu na sede da escola de samba Unidos da Zona Noroeste e reuniu ativistas, lideranças políticas e mães que tiveram filhos assassinados pela Operação Escudo/Verão na Baixada Santista.

​Sob o eixo “Justiça, Memória e Reparação”, o CMVV é o primeiro equipamento público do país dedicado exclusivamente à preservação da memória e ao cuidado integral de famílias afetadas pela violência estatal. 

O projeto é fruto da articulação histórica da Débora Silva do movimento Mães de Maio, Iniciativa Negra e Conectas, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a SENAD/MJ e a Unifesp.

Presenças e Lideranças

No palco presença ilustre da Ministra do MDHC, Macaé Evaristo, Nathalia Oliveira, da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas e Débora Silva da Mães de Maio.

​A cerimônia contou com a participação de figuras centrais da militância e da política, como:

​Macaé Evaristo, Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania; ​Débora Silva, fundadora do movimento Mães de Maio; ​A deputada Ediane Maria (PSOL/SP), Vereadora santista Débora Camilo (PSOL); lideranças como Adão Oliveira (MNU), Carmen Silva (MSTC), a escritora Juliana Borges, Fabio de Mello (Sindpetro), Nathalia Oliveira, da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, Roberto Almeida de Oliveira (PCdoB), Jorge Luiz de Oliveira, o Jorginho Saracura, coordenador do SOS Racismo

​A parte cultural ficou a cargo do projeto Arte no Dique e da Unidos da Zona Noroeste, que agitaram os convidados.

Discursos e Homenagens

​Durante o evento, o deputado estadual Eduardo Suplicy defendeu a Renda Básica de Cidadania como política essencial de justiça social e fez um apelo pela paz mundial, manifestando-se contra conflitos internacionais e intervenções militaresfeitas pelos Estados Unidos e Israel.

​Em um discurso emocionante, a ministra Macaé Evaristo ressaltou que o Centro é o resultado de mais de 20 anos de luta incansável de Débora Silva. 

Segundo a ministra, o espaço simboliza a luta pela humanidade da população negra, periférica e historicamente invisibilizada. 

Fabio de Mello do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP)

Nathalia Oliveira, da Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas

Fala Ministra!

Para encerrar, a ministra citou a escritora Conceição Evaristo:

“A noite não adormece nos olhos das mulheres… há mais olhos que sono… onde lágrimas suspensas… virgulam o lapso de nossas molhadas lembranças.”

— Conceição Evaristo, em memória de Beatriz Nascimento.

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