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Primeiro medalhista do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno começou no esporte em projeto público

Cristian Ribera fez história ao se consagrar como primeiro brasileiro a conquistar medalha nos Jogos Paralímpicos de Inverno na última terça-feira (10) — Foto: Alessandra Cabral/CPB

Na última terça-feira (10), o Brasil vibrou ao acompanhar a trajetória de Cristian Ribera até o pódio dos Jogos Paralímpicos de Inverno. O atleta conquistou a medalha de prata na categoria esqui cross-country, feito inédito para o país e que marca um novo capítulo para o esporte paralímpico brasileiro.

A prova aconteceu no Tesero Cross-Country Stadium, na região de Val di Fiemme. Foi ali, entre as montanhas italianas, que o atleta de 23 anos nascido em Cerejeiras (cidade com quase 17 mil habitantes em Rondônia), entrou para a história.

Ribera nasceu com Artrogripose, condição congênita que afeta as articulações das extremidades. Ainda bebê, com apenas três meses de vida, mudou-se com a família para Jundiaí em busca de tratamento. Ao longo da infância e da adolescência, passou por 21 cirurgias nas pernas — desafios que, como ele afirma, se transformaram em combustível para sua trajetória no esporte.

Origem como atleta

Foi justamente em Jundiaí que Cristian teve o primeiro contato com o universo esportivo. Ele ingressou no Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas (Peama), iniciativa da prefeitura que oferece atividades esportivas para pessoas com deficiência. No projeto, experimentou diferentes modalidades, como natação, atletismo e skate, antes de encontrar no esqui cross-country o caminho que o levaria ao alto rendimento.

“O Peama sempre foi fundamental na minha vida”, relembrou o atleta em entrevista à Prefeitura de Jundiaí. O contato com professores e colegas do projeto ajudou a construir não apenas sua formação esportiva, mas também a confiança para acreditar que poderia competir em alto nível.

Hoje, anos depois do primeiro contato com o esporte adaptado, o jovem que começou em um projeto público se tornou referência internacional no esqui paralímpico. A medalha conquistada na Itália representa mais que uma vitória pessoal: é um marco para o Brasil e uma prova de que políticas públicas de incentivo ao esporte podem transformar trajetórias e revelar talentos capazes de alcançar o pódio mundial.

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