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A pobreza encurta a vida mais do que qualquer outra coisa

A manchete, recente,  vem a calhar, trazer a reflexão para os tempos modernos.

A pobreza encurta a vida das pessoas mais do que qualquer outro fator, como pressão alta, tabagismo ou alcoolismo

Em tempos de Bolsonaro, de perda dos direitos conquistados duramente pelos brasileiros, como a ameaça a previdência, ao direito dos trabalhadores e até às cotas do ensino médio, a notícia tem um peso maior. A manchete na verdade repercute a falta de conhecimento do leigo sobre o tema. A culpa é, sem dúvida, das mídias, imprensa de qualquer tipo. Há muito tempo se sabe que o pobre vive menos. Adoece mais por diversas causas.

Esse tipo de informação não interessa à grande imprensa, sobretudo no Brasil. Asa Cristina Laurell, grande pesquisadora, que só não é mais famosa por ter nascido na América Latina, apontava uma mortalidade no bairro negro do Bronx, sabidamente pobre e reduto de marginalizados, em valores semelhantes àqueles encontrados em Bangladesh.

Sim, nos Estados Unidos do século passado havia regiões com mortalidade igual àquela encontrada nos países mais miseráveis. E como é que não se fala sobre isso? São coisas que mesmo os americanos evitam comentar.

Outros estudos repetiram estes achados. As referências vêm de vários países. Descobriu-se por exemplo que a hipertensão é quatro vezes mais frequente entre os mais pobres no Brasil, quando comparados à população mais rica. Descobriu-se também que em São Paulo, por exemplo, enquanto nos bairros mais ricos a expectativa de vida assemelha-se à de nações de alta renda, na periferia a expectativa de vida se iguala à de países miseráveis como Serra Leoa. Descobriu-se também que grande parte das doenças são mais comuns entre os pobres e nas pessoascom baixa escolaridade, quando comparados à população mais rica.

Em pequenas comunidades, onde  todos se conhecem, realidades assim incomodariam a todos. Os indivíduos se conhecem, e não é possível que se aceite o sofrimento de alguém próximo a você. Na sociedade moderna, entretanto, banaliza-se a dor do outro. Todas elas são algo distante. É algo distante, não pertence à nós. Temos a confortável sensação de que nada podemos fazer.

O que pode ser feito? Estamos em ano de eleição. Nossa primeira obrigação é apoiar parlamentares que defendam causas sociais, a fim de se diminuir o enorme abismo entre pobres e ricos que existe no Brasil

https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/31/ciencia/1485861765_197759.html

Questionário vigitel: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2017/abril/17/Vigitel.pdf

Associação da prevalência de doenças crônicas e escolaridade:  https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/172566

Expectativa de vida nos bairros de São Paulo : https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/04/04/como-e-viver-no-lugar-onde-se-morre-mais-cedo-na-media-em-sao-paulo.htm

 

NOTA

Não deixe de curtir nossas mídias sociais. Fortaleça a mídia negra e periférica

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