
O Coletivo é vinculado ao Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), é composto por mulheres plurais em crenças e identidades que após alguns anos de trabalho e militâncias contra a intolerância religiosa, o racismo, o machismo, LTBFobia, transfobia e em prol das populações marginalizadas e emancipação feminina na sociedade brasileira.
“Acreditamos que esse foi um momento ímpar do Coletivo Maitê Ferreira. Tivemos a oportunidade de compartilhar e propor ações voltadas para o empoderamento feminino em âmbito político, social econômico e religioso. Esperamos poder continuar construindo com todos e todas”, afirmou uma das organizadoras Osunyoyin Monique.

Dividido em 4 encontros entre 2019 e 2020. O 1º debate, logo pela manhã recebeu o Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, Ele Semog (CEAP), Profª. Doutoranda Mariana Gino (PPGHC/LHER/ERARIR, CMF/CEAP), que abriram a roda de conversa. Recebendo em seguida a Profª. Pós-Doutora Helena Theodoro (UFRJ), Rosi Torquatro – Coordenadora Nacional dos APNs e Yalorixá Nilce de Iansa- Iyá Egbé do Ilê Omolú e Oxum – Coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde, que fez uma contextualização das atividades da Renafro-Saúde.

Na parte da tarde, a 2ª mesa abordou Mulheres em Movimentos – Com Profª. Pós-Dra Joselina da Silva (UERJ), que traz no curriculum curso intensivo Interrogating the African Diáspora – Flórida International University. É também uma das redatoras dos verbetes relacionados à raça, ao racismo e ao movimento negro, na Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe.

A 3ª roda de conversa fechou em grande estilo, com o tema Sexualidades e Culturas – recebeu Mestra Gilmara Mariosa- Doutoranda em Psicologia Social UFMG / Profª. Mestra Giane Elisa Sales de Almeida – Supervisora de Formação e Educação Permanente da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura de Juiz de Fora, Mestranda Rafaela Bastos – Passista da Escola Estação Primeira Mangueira, Profª. Doutoranda Juliana B. Cavalcanti (LHER-UFRJ).
A musa da Manqueira Rafaela, trouxe elóquio e suas experiências como passista e referências do samba. Já Giane de Almeida, fez um alerta “Precisamos de espaços para o enfrentamento de racismo e preconceito”. As mesas foram mediadas por Monique Rocha Oliveira, Eloisa Tavares Cunha e Mestra Lavini Castro. E assim, diferentes pensamentos permearam o encontro, que foi diversificado e de grande relevância.