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Heróis e heroínas, hoje, negros e negras!

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A escalação da atriz Zazie Beetz para viver Dominó em Deadpool 2 (mais detalhes leiam a “Revista Mundo dos Super Heróis num.99” que já se encontram nas bancas de jornais e revistas) reascendeu uma polêmica eterna: a mudança de etnias em adaptações de quadrinhos. Nas HQs, Dominó tem a pela branca com uma marca negra no rosto. Nos cinemas, o esquema foi invertido. Como é de praxe, tal mudança fez o caldeirão das redes sociais ferver. Mas existe razão para tanto? A cor da pele da Dominó ou de outros personagens muda a história?
 
Para refletir sobre o assunto vale lembrar que, nos gibis, existem bem poucos heróis negros contra milhares de caucasianos. E mais: só uma minoria desses personagens negros ganhou real destaque nas últimas décadas. Ou seja, a falta de representatividade é um problema real e histórico. Usando os filmes da Marvel como exemplo: Máquina de Combate e Falcão estão lá entre os Vingadores, mas não desempenham papéis muito importantes.
 
Quando Heimdall e Valquíria foram interpretados por negros nos filmes do Thor, mais uma vez o xingamento tomou a internet com um fundo de racionalidade: se os personagens eram deuses nórdicos, realmente não faria sentido serem negros. Acontece que os filmes adotaram a versão em que os asgardianos não são exatamente deuses, mas sim uma raça alienígena. Então, sem problemas, não é? Claro que não: a reclamação continuou assim mesmo.
Dominó
 
O certo é que os fãs xiitas não admitem qualquer mudança em seus personagens preferidos. Seja etnia, altura (como aconteceu com Wolverine, que virou quase um gigante no cinema), uniforme, o que for. Some a isso o racismo real de pessoas que fazem muito mais barulho do que a maioria sensata e o resultado é um festival de postagens cheias de ódio. A ascensão do Pantera Negra foi uma ótima chance de separar quem é só tradicionalista de quem é mesmo racista (esses últimos fizeram o diabo para desmerecer o filme). 
 
Bom, o assunto é delicado e tende a piorar antes que as mentes se abram. Enquanto isso, vamos lembrar boas interpretações neste âmbito, como a de Michael Clarke Duncan como Rei do Crime em Demolidor: O Homem Sem Medo. Aliás, uma das poucas coisas boas daquele longínquo longa de 2003.
 
Por Leonardo Vicente Di Sessa
 
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Revista Mundo dos Super-Heróis

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