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Extinção de reserva nacional, cura gay, fim da estabilidade do funcionário público: a quem o Parlamento representa?

A pauta não se relaciona especificamente com qualquer um dos absurdos testemunhados pelos brasileiros nos últimos meses. Os absurdos aumentaram nos últimos meses, mudaram os governos, mas a causa da maior parte dos males se concentra no poder legislativo, Congresso Nacional e Câmaras de Deputados.

 

Mas afinal, a quem os parlamentares representam?

A questão não é simples, desdobra-se em muitas questões menores. O parlamento representa o povo? Sob certos aspectos, é o espelho da sociedade por ele representada.

Sobre a corrupção, tema dos mais recorrentes no país, Leandro Karnal bem falava que não existe um parlamento corrupto numa sociedade honesta. A corrupção está em todos os níveis. De certa forma todos os segmentos estão representados, não na medida adequada. Mas a corrupção na política está em consonância com a corrupção no Comitê Olímpico Brasileiro e a prisão de Nuzzmann, com a corrupção nas universidades, apontada recentemente na implicação do falecido reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, e com a corrupção em todos os setores da sociedade de uma forma geral. O fim da corrupção entre os políticos passa pelo respeito às leis e pela atenuação da corrupção na sociedade.

Sobre temas como a cura gay vem outra pergunta: o congresso representa mesmo a opinião do povo? A sociedade brasileira defende tais barbaridades? Vale lembrar que a bancada evangélica compôs muitas comissões e encabeçou a concepção de idéias como essa. São muitos os parlamentares evangélicos, infelizmente, num estado que se diz laico, porque muitos são os que os elegem. Falas intolerantes de Feliciano que culpabilizam o negro pela sua própria sina ganham eco entre os fiéis das igrejas evangélicas. Então a intolerância e seu desdobramento, como leis que vão de encontro aos fundamentos da ciência e da sociologia ( como é o caso da cura gay) representam infelizmente pensamentos de parte da sociedade. Esta sociedade não deixa de ser, por outro lado, manipulada. Os supostos discípulos de Cristo apregoam a intolerância. Qual o caminho para se dissolver o erro? Sempre, a educação. Discussão política e filosófica nas escolas. O conhecimento.

Mas e sobre leis aprovadas que enceram reservas florestais e acabam com a estabilidade do funcionarismo público, por exemplo? A quem representam? Certamente a alguém. A política é definida como a luta de classes representada no parlamento. Ruralistas e ricos empresários igualmente se vem representados por leis que penalizam uma maioria. Os políticos que representam essas minorias foram legitimados, infelizmente, pelo voto. E o que se pode fazer para melhora esse contexto? O caminho, de novo, passa pela educação. A educação é indispensável para o pleno exercício da cidadania. Eleger de forma consciente, fazer valer os seus direitos, cobrar os parlamentares.

A educação da população é, enfim, o caminho para uma melhoria na composição do Congresso Nacional

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