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Estamos  exaustos e vivenciando um empobrecimento onde falas interrompidas, discursos rasos, deslegitimação, exclusão dos espaços de decisão e perseguições. Exausto de interrupções de nossa fala alegando que poderemos nós manifestar em momento oportuno. Ora não podemos falar, outrora quando pudermos, será porque nós foi concedida a palavra. Indo na contramão, dos mais otimistas, persiste a necessidade de reconhecer e possibilitar o espaço de protagonismo, porque existimos porque resistimos e exigimos.

Conta a história que, em 1971, durante uma reunião de militantes e pesquisadores da cultura negra do Brasil, o poeta, professor e pesquisador gaúcho Oliveira Silveira, propôs a criação de uma data que lembrasse o valor e a contribuição, ao País, dessa parcela da população. A primeira celebração do Dia da Consciência Negra aconteceu naquele mesmo ano, 1971.

20 de Novembro, data oficial, embora a data seja lembrada há tempos pelo Movimento Negro, apenas em 2003 foi reconhecida oficialmente pelo Estado Brasileiro, por meio da Lei n°10.639, que incluiu a data no calendário escolar nacional. Em 2011 a foi sancionada a Lei n° 12.519, criando o dia nacional de Zumbi e da Consciência Negra, sem obrigatoriedade de feriado. Por conta da sua importância, 1.047 municípios já decretaram feriado para o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, para alinhar e refletir sobre a geografia do corpo, onde a pele chega primeiro.

Em São Paulo é feriado e vários eventos estão programados, muitos não se limitam ao dia, alguns se estendem ao longo da semana e outros até o fim do ano. O calendário em alusão a Consciência Negra na Fábrica de Cultura da Vila Nova Cachoeirinha inicia nesta terça-feira, 05, dando destaque ao VARAL DA TROCA (moda consciente em parceria com a produtora Djembê) e as danças brasileiras – o Jongo na fui abassá que acontecerão dia 08; ao bate-papo Quilombos urbanos no território da zona norte dia 13; as Brincadeiras africanas dia 21 e o evento KIZOMBA EM PALMARES dia 30, idealizado e produzido pela produtora Djembê Produções e Entretenimentos.

Sob a direção geral do Fábio Luiz Aleixo, 49 anos, a Djembê em parceria com a Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha e o Hiper Center Andorinha em outros projetos como o ELLAS ( https://jornalempoderado.com.br/abre-alas/ ) e o Programa de Tv Sobre Tudo (@sobretudo.programa), traz neste mês de Novembro, um dia dedicado a alusão ao dia da Consciência Negra, resultando numa ocupação cultural e de resistência.

A Djembê abrirá o mês da Consciência Negra na Fábrica de Cutura Vila Nova Cachoeirinha trazendo o conceito de economia circular através da moda consciente, onde o brechó faz parte do processo de ressignificação da moda e torna-se um modelo de negócio. O projeto VARAL DA TROCA, promovido pela Silva & Silva Luluzinha Boutique com o slogan: “Vista roupas que contam histórias”, traz esse conceito; de que a forma de consumir moda mudou. (https://jornalempoderado.com.br/moda-circular-a-moda-se-reinventa/)

O comportamento do consumidor sofre modificações e novas reflexões sobre o consumo por impulso vem á tona, na busca de entender o consumo como solução para os problemas ou válvula de escape. Essas mudanças abre espaço para o guarda roupa capsula, ao consumo consciente e a prática de desapegos (tenho o que uso). O desapego acontece com maior frequência após  datas comemorativas (presentes que se ganha e não se usa), mudança de manequim (seja pela eliminação ou ganho de peso), promoção ou mudança de ambiente profissional, dentre outros motivos.

Serão dois dias de puro garimpo, araras trazendo o conceito da moda consciente, 08 e 09 de Novembro de 2019, das 10hs  ás 17:00hs e retorna no dia 30, através da DÉCIMA SEXTA EDIÇÃO VARAL DA TROCA. Para as que não praticam o desapego, as roupas poderão ser adquiridas (pagamento preferencial em dinheiro).

Em parceria com a Silva & Silva Luluzinha Boutique a grife AFROMBENGUE (@afrombengue), traz a moda afro-brasileira para a passarela em comemoração de 1 ano de ancestralidade (MAKTUB) através dos panos, conceito e identidade afro brasileira. Um número expressivo de modelos, irão esbanjar cores em suas roupas, trazendo um mix de música, moda e ancestralidade. Teremos modelos com rostos expressivos,  personalidade e corpos que deixam de ser “cabides” que andam, assim como ocorreu na quarta edição da Mostra de Criadoras em Moda: Mulheres afro-latinas, no Sesc 24 de Maio, em 17 de Março de 2017 (https://jornalempoderado.com.br/moda-outras-vivencias-outras-memorias-outros-corpos/). A moda precisa expressar outras vivências, outras memórias, outros corpos, afirma Pamela Rosa, do Abayomi Ateliê.

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A produtora promove desde 2018, visibilidade aos novos cantores que exibem competência e criatividade como compositores e intérpretes de samba,  sertanejo, R&B, pop rock, choro, jazz e outros estilos. Alguns já conhecidos do público outros iniciando trajetória.

Enfatizando a música negra e todas as outras vertentes em torno desta, as intervenções musicais (NEGRAS VOZES, VOZES NEGRAS) são compostas por artistas do casting da produtora Djembê.  Trazendo reflexões através da música sobre resistência e empoderamento. Estarão presentes MONARCKA’S, ENEZIMO, EVELYN DAISY, LETÍCIA RAMOS, ANDRÉA FLAUSINO E BRUNA OLIVEIRA, trazendo canções que passeiam por diferentes estilos, do jongo ao samba, do rap ao funk, de Mart’nália a Fat Family, de Manu da Cuica a Elza Soares.

A feira afro empreendedora intitulada LEGADO DE DANDARA, sob curadoria dos coordenadores e produtores de evento Silvia Solange e Reginaldo Lopes, traz em sua maioria mulheres, em diferentes ramos de atividade. A feira terá prestadores de serviços, alimentação e moda. Caso queira expor seus produtos e divulgar seus serviços, as inscrições vão até o dia 20 de Novembro de 2019, ainda dá tempo.

SERVIÇOS

Evento: Kizomba em Palmares

Dia: 30 de Novembro de 2019

Hs: das 14:00 as 18:00

Local: Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoeirinha

Telefone: (11) 2233 9270

Endereço: Rua Franklin do Amaral, 1575

Informações: (11) 96594 6537 whatsapp

 

 

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