Olá, novamente pessoal! Hoje estou aqui para conversar com você sobre imposições, isso mesmo, imposições de todos os tipos.
Mas, principalmente, as que colocam em cima de mulheres e, em especial, de mulheres negras.
Não é de hoje que temos que lidar com padrões e hiperssexualização, entretanto, lidar com imposições não deixou de acontecer.
Atualmente, nós, mulheres, temos conquistado espaços diversos, com todo tipo de função, profissão e estilos que nos cabem, pois agora o que nos cabe ou não tem passado a ser escolha nossa e não mais de terceiros.
Porém, ainda me incomodam alguns discursos do tipo:
- “Você é mulher, o que acham que vão pensar de você assim?”;
- “Mas você é preta e não sabe sambar”;
- “Como assim uma mulher não sabe fazer um arroz?”;
- “Mas você não se preocupa em engordar e ele te largar?”;
- “Preta de cabelo liso? Está negando suas origens”.

Em todas essas frases algo se faz presente, a questão do “ter que”.
Eu vou aonde eu quiser e nada de imposições!
Como sempre falo em casa, eu não “tenho que nada”, a não ser seguir minha intuição, fazer o me faz bem e cuidar de mim para poder, então, cuidar também de quem amo.
Mas parece que a sociedade ainda não está preparada para esse grau de liberdade, mesmo tentando nos livrar da opressão de um lado, outros lados vêm e tentam oprimir sob a desculpa de libertar.
Porém, que liberdade é essa que não me permite ser quem eu quero e segue querendo me dizer quem eu devo ser?
Seu peso, seu cabelo, suas habilidades, todas essas coisas deveriam ser escolhidas por você, e se quiser mudar, tudo bem, direito seu, afinal, estamos falando de escolhas e liberdades.
Ainda que o feminismo não englobasse na totalidade o feminismo negro, estamos aqui lutando pelo direito de mais pertencer, mas sim pelo poder de ser.
Pense nisso.
Até o próximo texto!