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Rodrigo Caio e o Fair Play

Jo e Rodrigo Caio, jogador do Sao Paulo, durante partida contra o time do Corinthians, valido pelas quartas de final do Campeonato Paulista, no estadio do Morumbi. ( Foto : Luis Moura / WPP).
Written by Marcelo Belotti

Uma das grandes marcas do futebol brasileiro além dos craques e títulos mundiais é a tal “malandragem”. Algo que acabou sendo institucional na década de 70, mais conhecido como a Lei de Gerson ou popularmente “levar vantagem em tudo” ou jeitinho brasileiro.

Nos tempos.modernos um grande jogador que não precisava deste “opcional” mais o usa que é o Neymar que foi conhecido como cai cai. O jogador “malandro” prefere se jogar na área e cavar um pênalti a tentar o gol. Está atitude condenável que nasceu em um comercial onde ex jogador Gerson cunhou a tese de que “brasileiro gosta de levar vantagem.em tudo, certo…”

Era somente o primeiro tempo da partida, quando em um lance entre Jô, o goleiro Renan Ribeiro e Rodrigo Caio, o goleiro do São Paulo foi atingido com um pisão na sua coxa.

O árbitro, sr. Luiz Flavio de Oliveira parou o lance e tratou de mostrar cartão amarelo paa o atacante Jô, pelo ocorrido. O atacante se mostrou surpreso e foi argumentar com o árbitro, atitude normal no futebol. Era o seu terceiro cartão amarelo, que o colcaria fora da partida de volta na Arena Corinthians

1024Porém, algo de anormal aconteceu… o zagueiro Rodrigo Caio se aproximou do árbitro, disse alguma coisa em seu ouvido… logo após, Luiz Flavio de Oliveira faz sinal para o quarto árbitro dizendo que não havia cartão para o Jô, que quem pisou no goleiro foi o Rodrigo Caio.

O zagueiro do São Paulo ignorou a rivalidade e o fato de estar retirando um oponente seu da partida de volta. “Eu fiz o que é certo. Avisei que tinha pisado no Renan, não o Jô. Só isso. Cada um com a sua consciência”, declarou Rodrigo Caio.

Uma atitude incomum para o padrão ético demonstrado na atualidade. O comum aconteceu algumas horas antes, no jogo entre Palmeiras e Ponte, com o lateral Zé Roberto que recebeu um cutucão no peito e simulou que fosse no rosto.

O ato do defensor do São Paulo foge do padrão comum, o que causou uma reação adversa muito grande, até de seu próprio companheiro Maicon que afirmou “É melhor a mãe dele chorando do que a minha”.

Esse é o pensamento comum, que norteia a cabeça não só do futebol como da sociedade… fica a pergunta: Por que a mãe do Maicon choraria mais, por um erro grotesco de seu filho contra o Mirassol, que redundou em um gol do adversário ou uma atitude vil, baseada em uma mentira que levaria ele a uma vantagem?

São padrões éticos que quando questionados, os envolvidos se defendem dizendo que é um jogo, onde vale tudo… e depois do jogo param a cidade exigindo ética e fim da corrupção.

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Marcelo Belotti

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