ENTRETENIMENTO

A relação entre a política, as causas sociais e os expoentes das artes no Brasil e no mundo: uma reflexão

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O recente lançamento do filme sobre um momento da vida do poeta Pablo Neruda trouxe à reflexão o papel do artista enquanto protagonista de movimentos políticos e sociais. O filme, que tem Gael Garcia Bernal como um dos seus protagonistas, tem algumas boas qualidades. Importante se dizer que o conteúdo do mesmo é ficcional, mas guardando relação com fatos políticos e com a história do poeta. Um dos pontos fortes da obra é a interpretação de Gael, talentoso no papel do inspetor que busca o paradeiro do poeta.

Sobre a relação entre os artistas e a política, há pouco mais de cem anos uma escola poética pregava o distanciamento dos artistas da política. Os parnasianos descreviam temas diversos, mas muito distantes de problemas reais e atuais para a época. A despeito de serem notáveis artistas, respondiam aos interesses das classes dominantes, porque diziam há muito tempo os teóricos que todos nós nos posicionamos, sempre, mesmo na omissão.

Anos mais tarde o mundo se escandalizava com o fuzilamento do grande poeta espanhol Garcia Lorca, que até a morte lutou contra a ditadura em seu país.

Interessante obra fez o nobel de literatura Gabriel Garcia Marques sobre os regimes políticos de esquerda no período da guerra fria, quando, ainda jovem, atravessou o Muro de Berlim e visita as repúblicas europeias sob influencia russa: “ Em viagem pela Europa do Leste”. Na interessante obra o autor, sabidamente comunista, traça sua impressão sobre os regimes políticos que visitou.

As republicas americanas viveram muitos anos de regimes totalitários. No Brasil, que não teve sorte diferente, muitos foram os artistas, músicos ou escritores, que exerceram protagonismo de crítica do sistema, como Chico Buarque e Caetano Veloso. Neruda, acima citado, exerceu protagonismo na luta contra o regime de Pinochet. Muitos foram os artistas que participaram do combate aos regimes totalitários.

Uma interessante obra é o filme “ Infancia Clandestina”, do diretor Benjamin Avila. O filme é autobiográfico e conta a história do diretor, que quando jovem viveu um período de ditadura e viu sua família profundamente implicada no contexto político.

Muitos foram os pungentes exemplos de comprometimento de atores, músicos ou escritores com as causas políticas e sociais, saindo das artes para fazer história.

Cada artista deve abordar o estilo literário, musical ou de interpretação que lhe convém. Da mesma forma é da aptidão particular de cada um a abordagem de um prisma pessoal de interpretação dos fenômenos do universo.  No entanto, é sabido de todos o papel de peso do protagonismo dos artistas em questões políticas e sociais, quando estes se dispõem a interessar-se pelos problemas da sociedade

Sobre o Autor

Rodrigo de Novaes

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