POLÍTICA

Os planos populares de Temer e a ameaça ao SUS

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As iniciativas tomadas pelo governo Temer nos últimos meses tem feito mal ao delicado equilíbrio econômico e social sob o qual se organiza o Brasil. Vivemos uma grave recessão, sem dúvida resultado dos inoperantes governos de Dilma e de Temer. Na tentativa de quebrar o ciclo de recessão o governo Temer pensa em reduzir os encargos trabalhistas para baratear os custos dos empresários. No entanto ele desconsidera o profundo empobrecimento pelo qual passou a nossa população nos últimos anos. Acirra as desigualdades, faz expandir os abismos sociais.

A custo fez aprovar leis trabalhistas que pioram as condições da mão de obra. Na mesma toada tenta levar adiante a reforma da previdência , defendendo outros retrocessos. As conquistas sociais perdem se em meses. Muitos outros são os exemplos. No entanto, outro exercício tem feito esse governo empós a criação do estado mínimo: o plano de saúde no SUS.

O plano prevê a criação de modalidades pagas no SUS. Para piorar, a alguns desses planos populares não teriam sequer serviço de emergência e internação, modalidades exigidas pela Agencia Nacional de Saúde aos demais planos privados.

Muitos se esquecem desse absurdo, mas é o que tenta aprovar o nosso ministro da saúde. O SUS, a despeito dos problemas, é o maior sistema de saúde pública no Mundo. Ele é uma excessão na América do Sul, onde subsistem sistemas como o chileno e o argentino, basicamente privados. O brasileiro não lutou pelo SUS. O SUS é a conquista de um punhado de profissionais de saúde e sanitaristas. Desta forma, o cidadão não se sente responsável por ele.

E é pena…

Sobre o Autor

Rodrigo de Novaes

Escritor, ensaísta, médico de família e epidemiologista. Mestre em Epidemiologia pela UFSC. Escreve ao jornal Empoderado. Autor de " A última aldeia"

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