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Mês da Mulher: como é dirigir uma empresa conciliando tudo ao “mundo feminino”?

Raquel Figueirôa 2_Crédito Divulgação

Raquel Figueirôa_Crédito Divulgação

Empresária do ramo da EAD conta como é lidar com o cargo no dia a dia

Neste mês de março, considerado o “Mês da Mulher”, nada melhor do que destacar a capacidade e os alcances conseguidos pelas mulheres. E uma delas é a Raquel Figueirôa.

Ela tem 40 anos, é formada em jornalismo com pós-graduação em comunicação digital e hoje dirige o Instituto Educar, uma empresa de Educação a Distância com foco nos Concursos Públicos e ENEM. Diferentemente de muitas mulheres que buscam no Sul e Sudeste do País o realce profissional, ela atua em Aracaju, Sergipe, onde é a única mulher da empresa, que existe há 10 anos. Para lidar com o gerenciamento dos homens ela conta que é necessário saber se portar da maneira correta. “A mulher precisa saber se posicionar bem tanto perante aos clientes, quanto aos funcionários. Para isso, temos de usar dos artifícios especificamente femininos, onde entram o fato de sermos mais organizadas e conseguirmos executar muito mais funções ao mesmo tempo. E isso acaba refletindo no bom andamento da empresa. Além disso, nós possuímos uma sensibilidade em enxergar o que pode ser bom ou não”.

Ela divide a direção do instituto com o marido, Fábio Figueirôa, mas destaca que a presença dela é fundamental para o sucesso do projeto, que hoje já conquistou muitas parcerias no eixo Rio-São Paulo por conta desses atributos que só as mulheres tem, como a organização, a sensibilidade para determinar o que é viável ou não, além do instinto de não desistir no primeiro não. “Eu consigo ver muito mais detalhes em um produto a ser apresentado do que o meu marido. O homem foca no geral, enquanto a mulher no específico. E é nessa hora que entra a parceria de saber usar o que cada um tem de melhor: todas as grandes ideias partiram de mim, mas sem ele eu jamais as teria realizado com tanta maestria. Formamos uma equipe, um sem o outro não existe”, esclarece.

COMO CONCILIAR A VIDA PROFISSIONAL E A PESSOAL?

Yudi Tamashiro e Raquel Figueirôa_Crédito DivulgaçãoMuitas mulheres acabam abandonando os seus empregos ou até mesmo recusando grandes cargos porque não conseguem lidar com tantas exigências diárias, optando por se dedicar mais aos filhos e à família. Raquel opina que, mais uma vez, a organização é fundamental no dia a dia das mulheres. “Eu trabalho, sou mãe, esposa e ainda faço atividades físicas diariamente. O dia tem 24 horas, basta dividirmos bem que dá tudo certo”.

Quanto ao se destacar em uma área tão competitiva nos tempos atuais, que é a educação on-line, onde muitos elegem esse meio para buscam incrementar o currículo ou estudar para provas especiais sem ter de sair de casa, a empresária indica que aliar conhecimento do assunto ao perfeccionismo feminino é um bom caminho para sobressair perante a concorrência. “Todas as escolas de EAD tem a mesma proposta, mas é a metodologia do ensino que diferencia uma da outra. Por exemplo, há muitos conteúdos até gratuitos na internet, que é um mundo bem amplo nesse sentido, então como brigar com isso? Oferecendo algo melhor, dividido em módulos, com linguagem simples e objetiva, além de conteúdos feitos com bastante capricho e conhecimento do assunto. Selecionar bem o corpo docente é muito importante, assim como buscar facilitar ao máximo para o aluno, que são nossos clientes. Videoaulas, apostilas, simulados on-line e muitos outros materiais, a maioria deles idealizado por mim, é que fazem com que a gente cresça nessa busca do aluno pelos nossos cursos”.

POSTURA É ESSENCIAL PARA SE MANTER NO TOPO

Raquel menciona que o mercado ainda é liderado pelos homens, mas saber se portar diante de tudo é o que faz com que as mulheres que chegam aos grandes cargos permaneçam e preponderem em seus feitos. “O papel da mulher na gestão de uma empresa é bastante complicado e complexo. Ela precisa provar muito mais capacidade do que um homem, tanto perante aos seus clientes, quanto aos seus funcionários. O mundo ainda é muito machista. Mas o que não quer dizer que não possamos estar na direção de uma empresa. Demora um pouco, mas o respeito e a admiração vem com o tempo. E é se reciclando, mostrando conhecimento e tendo bastante jogo de cintura que a ascensão acontece”, finaliza.

Serviço:

Instituto Educar –  www.cursoseducar.com.br

(Crédito das Imagens: Divulgação)

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