EDITORIAL

Mãos!

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Written by Marcelo Belotti

“Quase em extinção mãos honestas, mãos amorosas
Que nossas pobres mãos que batem as portas
Pago pra ver queimar em brasas
As mãos de bacharéis que não condenam o mal
Que inocentam réus em troca de um vil metal
Mãos de infiéis revés que não condenam” – Almir Guineto

Uma letra que fala como as mãos podem se usada para o bem ou para humilhar e até matar. Nestes últimos tempos tivemos que conviver com atos hostis de figuras publicas e, representam da pior forma, o homem viril. O ser dominante que ainda rumina nas cavernas, porem ambientado no seculo XXI.

O Marcos ex-participante do BBB agrediu uma integrante e por quê? Ainda é muito normal suprimir a voz feminina como forma de “dominação masculina”, assim como fez o Jose Mayer ator da Rede Globo. Que no auge do seu posto de galã se achou no direito de não somente assediar com palavras a colega de trabalho, como acabou tocando a genitália da mesma. Um ato horrendo e que merecia sua expulsão da emissora.

Agora o caso Bruno, goleiro na horas vagas e réu na maior parte do tempo, já que não foi absolvido ainda e só está nas ruas por morosidade da Justiça de MG que o manteve preso em regime preventivo por mais tempo que o necessário, é o que mais chama a atenção. A diretoria do time de MG de uma forma “esperta” contratou o goleiro e hoje ganha, se é que é valido, com a imagem do goleiro famoso.

Mas famoso por que? Este é o tipo de marketing que o clube quer? Este é o jogador que representa as torcedoras do clube e as crianças? Não estamos condenando o Bruno, apenas registrando que ele ainda deve para justiça. Quando houver sua ficha limpa, ele terá todo direito de seguir sua vida, mas hoje ele ainda é réu.

Assim então se procedeu com o atleta Breno, que hoje veste a camisa do São Paulo. Julgado e condenado, Breno cumpriu uma pena de três anos e nove meses de prisão na Alemanha e agora reconstrói a sua vida trabalhando de maneira honesta. Não estamos comparando o crime, mas a sensação de impunidade.

Então sendo assim perguntas não cessam: “Qual tipo de imagem que o time deseja passar para opinião publica, patrocinadores e torcedores?” “A misoginia é um problema cultural ou educacional ?”

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Marcelo Belotti

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