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Makanaki projeta campeonato no Velo Clube

Written by Marcelo Belotti

O campeonato Paulista da série A3, terceiro nível do futebol em São Paulo, tem o seu início previsto para amanhã, dia 17 de Janeiro. As equipes do interior paulista estão se preparando para um ano bem difícil. Conversamos com Rafael Alexandrino dos Santos, o Makanaki, campeão da Copa do Brasil de 2004 com o Santo André, oriundo da base do time do ABC e que vai disputar o campeonato pelo Velo Clube, de Rio Claro.

O Velo vem de um rebaixamento da série A2 em 2017 e vai disputar o Campeonato ao lado de equipes de tradição, como o Noroeste, o Mogi Mirim, Marília entre outros.

JE – O que te levou a disputar o Campeonato Paulista na A3 pelo no Velo Clube?
Makanaki – Uma das coisas que me trouxeram ao Velo Clube foi a estrutura que é oferecida aos atletas para trabalhar. É um clube que paga religiosamente em dia, coisa que é um problema nos clubes brasileiros em geral. É um clube que dá todo o suporte para o atleta trabalhar. Tem um estádio bacana, é uma cidade muito boa, não está muito longe de São Paulo. Tudo isso acabou influenciando a decisão de aceitar o desafio, de aceitar o convite. Espero poder mostrar meu futebol, junto com meus companheiros para a conquista do acesso para o ano que vem.

JE – Como você encara esse desafio?
Makanaki – O Velo Clube é um clube que tem tradição, um clube de 100 anos, um clube que a torcida comparece ao estádio, apoia. Então é um desafio bacana para essa temporada, O Velo está montando um elenco forte para brigar pelo título, porque para o acesso temos que ser no mínimo vice campeão.

JE – Como você vê as dificuldades série A3?
Makanaki – Essa é uma divisão que no meu modo de ver é a mais difícil das três (A1, A2 e A3), porque caem seis equipes, então a A3 esse ano está muito disputada e muito nivelada. Os times estão sendo montados, estão se preparando, tem investido para a competição. Se formos analisar é a divisão mais difícil entre as três, porque caem seis equipes e classificam oito, então ou você está brigando lá em cima pela classificação ou está brigando lá embaixo pra não cair, vai ser um campeonato muito pegado.

JE – E as equipes da A3, quem serão os maiores adversários?
Makanaki – Tem equipes que caíram ano passado, como o próprio Velo, o Mogi Mirim, Capivariano… apesar do Mogi Mirim não vir de anos muito bons, mas quando a bola rola é onze contra onze, cada um defendendo o seu pão, e eu acho que será uma equipe que vai dar muito trabalho. Tem o Rio Branco, o Noroeste que tem investido bastante, o Desportivo Brasil que está se montando bem para esse campeonato,

JE – Como fazer então para levar o Velo Clube ao acesso?
Makanaki – A gente vai procurar fazer o que é preciso focar bem, o elenco montado é forte, tem jogadores experientes com os novos, essa mescla é muito importante, eu acho que quando chegar lá na frente a gente vai conquistar esse acesso tão sonhado aqui porque a cidade vive o Velo Clube

JE – Com relação a torcida, como você espera a participação do torcedor?
Makanaki – A cidade tem o Velo que é um clube de 100 anos, então o histórico de público no estádio é muito bom, e uma coisa que vai influenciar bastante nesse acesso é o apoio do nosso torcedor. Estamos muito focados, nos preparando bem ara que nessa arrancada que se inicia dia 17 de Janeiro a gente já inicie bem contra o Desportivo Brasil para que possamos sonhar com o acesso

JE – Como planejar esse acesso?
Makanaki – O acesso vem passo a passo, a gente sabe. Volto a frisar, é um campeonato difícil em que caem seis equipes e passam oito para a próxima fase, então se nós terminarmos em quarto, a gente tem uma vantagem de jogar no nosso fator casa, já que os quatro primeiros decidem em casa e não haverá disputa em penalidades então isso é muito importante na nossa caminhada.

JE – Queremos ouvir você a respeito do racismo no futebol, o que você tem a dizer…

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Marcelo Belotti

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