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A economia no Governo Temer

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Written by Erick Celso

No seu primeiro discurso como presidente da Republica, Michel Temer disse que seu maior desafio era “estancar o processo de queda livre da atividade econômica e melhorar significativamente o ambiente de negócios do setor privado, para produzir mais e gerar mais emprego e renda”.

Porém após um ano de governo, é possível dizer que haverá uma recuperação econômica no país? O que a economia tem a dizer, de positivo e negativo, sobre a mudança política do Brasil?

Colocaremos abaixo alguns pontos sobre a questão econômica do país.

Desemprego ainda persiste

Os dados atuais do IBGE não são animadores: pois o instituto diz que o país tem 14 milhões de desempregado batendo recorde no primeiro trimestre de 2017, chegando a 13,8%.

Há uma grande expectativa de que o emprego só seja retomado mesmo em 2018, “quando devem ser criados postos de trabalho em ritmo suficiente para absorver as pessoas que estavam fora do mercado”, porém não temos tal garantia de crescimento.

Inflação sob controle

Alguns economistas enxergam como um importante sinal positivo o fato de a inflação se mostrar sob controle, depois de anos em alta: o aumento de IPCA (medição oficial) de abril, por exemplo, foi de 0,14%, índice mais baixo desse mês já registrado pelo IBGE desde o início do Plano Real, em 1994.

Com isso, a expectativa é de que a inflação deste ano se mantenha dentro da meta de 4,5%.

O problema: o fato de os preços não estarem subindo é justamente “conseqüência  da recessão que vivemos no momento”.

Porém podemos dizer que essa situação de certa forma aumenta o poder de compra da população.

Taxa de juros em queda

Menos inflação garante mais espaço para a queda da taxa de juros (Selic), reduzida para 11,25% na última reunião do Conselho de Política Monetária do Banco Central. O conselho citou justamente a “dinâmica favorável da inflação” entre os fatores que o levaram a reduzir os juros do país.

Consumo ainda é uma incógnita

Mesmo com o desemprego alto e o crédito escasso, o consumo das famílias fica necessariamente comprometido.

A liberação de contas inativas do FGTS traz algum impulso – segundo o governo, os saques injetarão R$ 34,5 bilhões na economia -, mas seu impacto no consumo não é garantia, mas um alento para que as famílias possam diminuir ou até mesmo quitar dividas pendentes.

Balança comercial favorável

Com o aumento da produção agrícola e dos preços internacionais dos alimentos, a agricultura tem sido a boa surpresa, dando alento ao cenário econômico e contribuído com um saldo positivo na balança comercial (relação entre as exportações e importações do país).

Em março, o Brasil registrou superavit recorde (ou seja, mais dinheiro entrou nas exportações do que saiu nas importações): US$ 7,1 bilhões, justamente por causa da venda de carne e outras matérias-primas.

Esses são alguns pontos que mostram que a situação econômica do país ainda é uma incógnita.

Sobre o Autor

Erick Celso

Professor de História do Colégio Cristão Flórida
Colunista no Jornal Emponderado
Historiador

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